sábado, 22 de maio de 2010

Mino Carta: Os interesses do Império e os nossos

Os interesses do Império e os nossos 21/05/2010 13:55:31 Mino Carta Ao ler os jornalões na manhã de segunda 17, dos editoriais aos textos ditos jornalísticos, sem omitir as colunas, sobretudo as de O Globo, me atrevi a perguntar aos meus perplexos botões se Lula não seria um agente, ocidental e duplo, a serviço do Irã. Limitaram-se a responder soturnamente com uma frase de Raymundo Faoro: “A elite brasileira é entreguista”. Entendi a mensagem. A elite brasileira aceita com impávida resignação o papel reservado ao País há quase um século, de súdito do Império. Antes, foi de outros. Súdito por séculos, embora graúdo por causa de suas dimensões e infindas potencialidades, destacado dentro do quintal latino-americano. Mas subordinado, sempre e sempre, às vontades do mais forte. Para citar eventos recentíssimos, me vem à mente a foto de Fernando Henrique Cardoso, postado dois degraus abaixo de Bill Clinton, que lhe apoia as mãos enormes sobre os ombros, em sinal de tolerante proteção e imponência inescapável. O americano sorri, condescendente. O brasileiro gargalha. O presidente que atrelou o Brasil ao mando neoliberal e o quebrou três vezes revela um misto de lisonja e encantamento servil. A alegria de ser notado. Admitido no clube dos senhores, por um escasso instante. Não pretendo aqui celebrar o êxito da missão de Lula e Erdogan. Sei apenas que em país nenhum do mundo democrático um presidente disposto a buscar o caminho da paz não contaria, ao menos, com o respeito da mídia. Aqui não. Em perfeita sintonia, o jornalismo pátrio enxerga no presidente da República, um ex-metalúrgico que ousou demais, o surfista do exibicionismo, o devoto da autopromoção a beirar o ridículo. Falamos, porém, é do chefe do Estado e do governo do Brasil. Do nosso país. E a esperança da mídia é que se enrede em equívocos e desatinos. Não há entidade, instituição, setor, capaz de representar de forma mais eficaz a elite brasileira do que a nossa mídia. Desta nata, creme do creme, ela é, de resto, o rosto explícito. E a elite brasileira fica a cada dia mais anacrônica, como a Igreja do papa Ratzinger. Recusa-se a entender que o tempo passa, ou melhor, galopa. Tudo muda, ainda que nem sempre a galope. No entanto, o partido da mídia nativa insiste nos vezos de antanho, e se arma, compacto, diante daquilo que considera risco comum. Agora, contra a continuidade de Lula por meio de Dilma. Imaginemos o que teriam estampado os jornalões se na manhã da segunda 17, em lugar de Lula, o presidente FHC tivesse passado por Teerã? Ele, ou, se quiserem, uma neoudenista qualquer? Verifiquem os leitores as reações midiáticas à fala de Marta Suplicy a respeito de Fernando Gabeira, um dos sequestradores do embaixador dos Estados Unidos em 1969. Disse a ex-prefeita de São Paulo: por que só falam da “ex-guerrilheira” Dilma, e não dele, o sequestrador? A pergunta é cabível, conquanto Gabeira tenha se bandeado para o outro lado enquanto Dilma está longe de se envergonhar do seu passado de resistência à ditadura, disposta a aderir a uma luta armada da qual, de fato, nunca participou ao vivo. Nada disso impede que a chamem de guerrilheira, quando não terrorista. Quanto a Gabeira, Marta não teria lhe atribuído o papel exato que de fato desempenhou, mas no sequestro esteve tão envolvido a ponto de alugar o apartamento onde o sequestrado ficaria aprisionado. E com os demais implicados foi desterrado pela ditadura. Por que não catalogá-lo, como se faz com Dilma? Ocorre que o candidato ao governo do Rio de Janeiro perpetrou outra adesão. Ficou na oposição a Lula, primeiro alvo antes de sua candidata. Cabe outro pensamento: em qual país do mundo democrático a mídia se afinaria em torno de uma posição única ao atirar contra um único alvo? Só no Brasil, onde os profissionais do jornalismo chamam os patrões de colegas. Até que ponto o fenômeno atual repete outros tantos do passado, ou, quem sabe, acrescenta uma pedra à construção do monumento? A verificar, no decorrer do período. Vale, contudo, anotar o comportamento dos jornalões em relação às pesquisas eleitorais. Os números do Vox Populi e da Sensus, a exibirem, na melhor das hipóteses para os neoudenistas, um empate técnico entre candidatos, somem das manchetes para ganhar algum modesto recanto das páginas internas. Recôndito espaço. Ao mesmo tempo Lula, pela enésima vez, é condenado sem apelação ao praticar uma política exterior independente em relação aos interesses do Império. Recomenda-se cuidado: a apelação vitoriosa ameaça vir das urnas.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Jocax, Ary e os Fantasmas-Materiais

Conversa entre Jocax e Ary , abril 2010: ----------------------------- Ary diz: me responda uma coisa, que as vezes me pego a refletir gostaria tb da opinião de outros Jocax diz: ok Ary diz: vc acha a mente uma entidade mais simples ou complexa que a matéria física? justifique Jocax diz: a mente eh produto DIRETO da materia fisica assim como a digestao do aparelho digestivo Ary diz: esquece por enquanto a mente como produto de algo..... tente abstrai-la disso apenas vá direto será importante para o raciocínio que se segue Jocax diz: a mente nao existe sem um substrato fisico assim como o processamento precisa de um processador Ary diz: ok..... mas tente abstrai-la tente imagina-la como ente uno Jocax diz: eh impossivel existir mente sem materia pq o processamento precisa de algo pra faze-lo Ary diz: suponha, por exemplo, que fosse possível existir mente sem substrato.... mas é por isso que a reflexão fica bacana tente abstrai-la Jocax diz: se houvesse mente sem substrato...? Ary diz: isso vc acha q seria ainda assim uma entidade física, tipo uma substancia qualquer, ou seria algo de fato imaterial? divague nesse caminho Jocax diz: veja q vc postulou q nao existe substrato material , nao eh? como hipotese Ary diz: sem substrato material conhecido, no caso o cerebro mas alguem pode afirmar que o cerebro e tudo que existe, possui substancia mental mas esquece isso por hora Jocax diz: bom , mas nao precisa haver mesmo Ary diz: divague apenas a primeira pergunta Jocax diz: algo conhecido pode haver processador de luz algo qye eh basicamente uma caixa de luz q tem uma mente dentro mas luz eh "materia" Ary diz: e poderia haver um substrato mental, que produz, como efeito, mente? algo como: tudo que existe é mental ao menos de natureza mental Jocax diz: veja bem, de qqr modo devera existir circuitos logicos para fazer a mente processar MESMO QUE O SUBSTRATO SEHJA UM ETER FANTASMA, entendeu? Ary diz: mas esses circuitos podem ser mentais, e não materiais, concorda? o que pensa disso? Jocax diz: poderiam ser mentais SIM, mas seria uma SIMULACAO de um circuito material seria como um universo virtual dentro de outro dentro de outro e asim sucessivamente Ary diz: ou seja: lá no fim, tem de haver matéria, seria isso? Jocax diz: mas no primeiro nivel haveria um processsdor q faria as avaliacoes logicas Ary diz: a causa primeira deve ser material, de qualquer forma seria isso? Jocax diz: ISSSOOOOOOOOOOOOoo mas calma veja bem presta atencao ta prestando atencao? Ary diz: com certeza Jocax diz: Vc NAO SABE O QUE EH MATERIA !! Mesmo um eletron eh definido por suas propriedades NAO EXISTE ALGO PURAMENTE MATERIAL NO SENTIDO de uma substancia, tudo eh definido por suas propriedades de interacao umas com as outras, Vc entende q o q vc pensa q eh materia pode ser um FANTASMA com algumas propriedades? Ary diz: isso Jocax diz: ou seja um proton , um eletron nao eh uma COISA eh algo que interage com outra coisa atraves de algumas propriedades simplesmente Ary diz: proxiga proxiga Jocax diz: assim pode existir uma substancia FANTASMA com algumas propriedades capaz de produzir a mente TAMBEM como a materia , entende? Mas eh necessario alguns circuitos feitos pelas suas propriedades e esta substancia NAO precisaria INTERAGIR COM A NOSSA MATERIA ! entendeu? Ou seja eh possivel uma mente feita de fantasma !! soh q a materia fantasma precisaria de circuitos basicos para processar Ary diz: e esses circuitos seriam feitos por algum projetista, pelo próprio fantasma, ou de um NJ, por exemplo? quais são as possibilidades plausíveis, no seu entender? Jocax diz: Seriam feitos pelo NJ e selecao natural COMO O NOSSO exatamente como o nosso mas com propriedades q nao reagiriam necessariamente com a nossa materia entendeu? no fim da na mesma estes fantasmas poderia transpassar a materia sem interagir mas ao mesmo tempo poderiam produzir uma mente baseadas em suas interacoes intrinsecas entendeu? Ary diz: como tais fantasmas produziriam mente, sem interação: sem ponto de toque? Jocax diz: Eles produziriam interacao entre SEUS PROPRIOS ELEMENTOS por exemplo : Ary diz: ou entendi errado: produziriam algo, mas de uma natureza tal diferente, que não precisa interagir com ela, seria isso? desenhe Jocax diz: o eletron fantasma e-fantasma reafiria ao proton fantasma f-protons mas ambos NAO reagiriam com nossos eletros e protons entendeu? Ary diz: isso Jocax diz: o eletron-f e o proton-f produziriam a mente-f mas este substrato nao reagiria com a NOSSA materia, pasasaria como se nao existisse eh uma possibilidade entendeu? seria como se houvesse outro universo ocupando o mesmo espaco Ary diz: no caso, os e-fantasmas produziriam os e-materiais, atraves das propriedades criadoras do e-fantasma, mas após essa produção, não se interagiriam, por serem de natureza distintas, sem ponto de toque, ou seja: seria possivel algo produzir outro algo de natureza completamente diferente, ao ponto de ser indiferente a qualquer tipo de interação, seria mais ou menos isso? Jocax diz: um universo fantasma ]para vc entender suponha a ANTIMATERIA ok? Ary diz: proxiga Jocax diz: Atraves da anti-materia eh possivel construir pessoas e ateh outros sistemas anti-estelares, ok ateh ai? qdo uma anti-materia encontra a materia ela se destroem mas a materia -fantasma acontece o inverso qdo elas se encontram nada acontece entendeu? Ary diz: quando um p-fantasma se "dropa" com um p-material, nada aconteceria, seria isso? Jocax diz: claro que um anti-homem teria uma mente como a de um homem normal Ary diz: mesmo o p-material derivar do p-fantasma Jocax diz: nao as materias fantasmas interagem entre si Ary diz: é isso q afirmei Jocax diz: uma f-eletron pode se chocar com um outro f-eletron e interagir Ary diz: quando um fantasma dropa com uma materia, não há interação, né? Jocax diz: ISSSO entretanto eh possivel haver uma interacao de algum outro NIVEL por exemplo GRAVITACIONAL e assim a materia escura seria uma evidencia desse mundo fantasma, ENTENDEU? mas isso eh elocubracao !! vai contra a navalha de ocam mas eh possivel Ary diz: ou seja: um fantasma pode produzir algo material, atravez de propriedades que com certeza tb são fantasmas, e isso seria possivel, sem incorrer em paradoxos: algo como um ente não material (seja fantasma, mente, ou o que for) produzindo algo material (seja o que quer que signifique algo material) sem interferencia de algo semi-material, que fosse uma mistura de fantasma com materia, ou seja: algo completamente y produzindo algo completamente x, pode ser isso tb? Jocax diz: nao sei se eu entendi mas vou resumir: Um substrafo F pode interagir entre si e produzir uma mente F-M , entretanto este substrato F nao interage com a materia M que tambem produz outra mente assim o substrato F eh um fantasma para M mas ambos podem gerar mentes Ary diz: isso eu compreendi Jocax diz: mas nao eh impossivel que ALGUMA INTERACAO possa ocorrer nao eh absolutamente necessario que NEHUMA Interacao ocorra entre ambos substratos entendeu? de forma q vc possa ver FANTASMAS que sao de fato fantasmas !! o fato de observar eh uma forma de interacao Ary diz: mas analisa com calma, para ver se estou certo tb: algo completamente y, poderia produzir algo completamente x, ou seja: um ente totalmente ausente de "substancia material", produzindo algo completamente material (seja o que materia significa ser), de modo que não interagiriam pelo fato de que são coisas distintas, que não podem se interagir, pois não haveria ponto de toque, ou seja: algo que permitisse essa interação, dado o fato de que são "substancias" completamente distintas e por isso, "intocaveis", como que um absmo separando elas, poderia fazer essa leitura tb? Jocax diz: ou seja , fantasmas podem existir , mas a navalha de ocam descarta-os algo completamente X = algo completamente fantasma? eh isso que vc quer dizer? e o que seria completamente Y? Ary diz: eu digo como possibilidade, e não como derivação algo completamente x, com algo completamente y, seria uma analogia ao "princípio da identidade" da lógica, onde uma coisa é essa própria coisa, e não ela e outra ao mesmo tempo, compreende? agora releia a pergunta, pois entendera melhoor o que eu quis dizer com "x;y" Jocax diz: veja um eletron em movimento pode produzir um campo magnetico que nao eh um eletron, eh isso? Ary diz: é interessante essa questão, pois levando pelo lado do "princípio da identidade", algo não poderia produzir algo que fosse distinto, mesmo que apenas em uma milionésima parte, pois seria como criar essa distinção completamente do nada, do vazio....o principio da identidade, segundo minha maneira de pensar, pede que uma coisa seja apenas ela e que jamais produza qualquer forma de alteração, seja ela o que for...nesse caso, fica parecendo que o campo magnético seria impossivel de ser produzido, dado que a produção de algo, ao meu ver, feriria o Principio da identidade mas acontece que o campo magnético está lá, é incontestavel e parece que ele não é uma produçaõ do nada, provocada pelo eletron: foi preciso que o eletron se interagisse com o espaço, para que "deformando-o", produzisse o que chamamos de campo elétrico Jocax diz: 1 min Ary diz: nessa linha, o campo elétrico só foi possivel ser produzido pelo eletron, pq existe outro algo alem do eletron, no caso o espaço, e esse espaço, em contato com o eletron, sofreu essa alteração, chamada campo magnético que tb é um paradoxo mas se não houvesse nada alem do eletron, seria-me impossivel imaginar ele produzindo um campo magnético.....seria como que uma produção do nada, e feriria tb o principio da identidade mas a questão é: seria possivel, a vc, uma coisa x produzir algo y.....entendendo por x e y, a substancia tanto do substrato quanto do produto d substrato Jocax diz: nao vejo o principio da indentidade assim a identidade significa q deve haver estabilidade no tempo apenas isso e outra nao existe problema de algo se transformar noutro algo pq as leis foram feitas ao acaso naoprecisa haver esta lei de manter a natureza entende? Ary diz: então o completamente vermelho, por pura casualidade, poderia se converter no completamente azul, seria isso né? Jocax diz: claro isso Ary diz: é porque na minha maneria de pensar, se algo como o vermelho se desbota no amarelo, ou o azul se desbota no verde, ou mesmo uma pessoa envelhece, ou mesmo uma agua calma se converte em linhas de ondulação, isso significa que tudo que se transforma, já existia antes de ser transformad, ou seja: o ato vem antes da potencia....tudo já estava ai, no que chamamos de universo....tudo sempre existiu: todas as coores, a agua parada e em movimento, o eletron, o anti-eletron, o feio, bonito, tudo.....seria isso tb possivel, na sua compreenção? é como se houvesse uma matriz, "estática", de tudo isso que enchergamos como transformação no universo, compreende? é como se houvesse uma matriz, "estática", de tudo isso que enchergamos como transformação no universo, compreende? Jocax diz: sim tudo eh possivel,mas vc NAO SABE AS LEIS DO UNIVERSO por isso nao pode negar de antemao nada ou seja tanto pode haver tudo em potencia como do nada pode se transmutar no tudo Ary diz: o que quero dizer, é parentesco com a idéia de "mundo das idéias" platônica.....não necessariamente igual explanada por ele, mas como uma matriz de tudo que existe....ou seja: tudo que um dia será, já é em algum lugar, entendeu? seria possivel isso?, na sua visão... tudo que um dia será, já é assim em algum lugar, de modo estático, como uma matriz, como se essa matriz fosse a verdade, e o universo fosse apenas a imagem refletida, como o que ocorre no espelho Jocax diz: isso eh possivel mas extremamente improvavel como deus Ary diz: ou seja: o universo seria uma verdade, só que uma verdade cópia....cópia de algo que é mais "duro", no sentido de existente de fato algo que não é temporal, que é estatico, que é principio de identidade Jocax diz: essa ideia eh muito maluca pro meu gosto ! Ary diz: não sei, mas as vezes ela me aparece, como produto de algumas reflexões sobre o "pq existe algo?" mas pq eu coloquei essa questão agora? vou te explicar é que existe um video, que já vi a algum tempo atras, mas que estava revendo outra vez hj, e que irei te enviar esse video é do Craig, famoso debatedor criacionista e cristão...ele é filósofo e biólogo, como richard dawkins, mas nesse video ele contesta a idéia central do livro "deus, um delírio", do dawkins Jocax diz: vejo as coisas mais dinamicas e menos estaticas Ary diz: posso te enviar? Jocax diz: manda ! Ary diz: se vc ver ele (ele é pequeno)., vera porque fiz essas perguntas a vc Jocax diz: manda o video , tem link? Ary diz: daí vc pode responder o video, aqui para mim, colocando suas criticas sobre o que foi dito nele eu pdoeria ter feito isso desde o inicio, mas preferi colocar algumas indagações minhas antes, pq ai já preparava vc a responder o video, naõ com suas criticas às minhas indagações, mas com criticas novas Jocax diz: vou mandar este dialogo pro forum do genismo pq tem algumas ideias interessantes, alguma coisa contra? Ary diz: pq se eu fizesse o contrario, colocando os videos antes, e depois partissemos para o debate, iria ficar menos enriquecedor pode Jocax diz: ok a minha ideia do mundo material-fantasma eh pretty-genial Ary diz: esse é o video part 1: tem só 9 min http://www.youtube.com/watch?v=aDlwYBitTJg&feature=related Jocax diz: qual o link? Ary diz: essa é a parte dois: http://www.youtube.com/watch?v=vpRR-gzs7xg&NR=1 visualisou os dois links ai? o segundo é menor, com apenas 5 min Jocax diz: http://groups.yahoo.com/group/Genismo/message/7182 vou ver Ary diz: a sua idéia do mundo material-fantasma foi confeccionada agora, já existia completa antes, ou já existia e foi sofisticada aqui no debate? Jocax diz: foi confeccionada agora para responder a voce UM INSIGHT Ary diz: debates são muito bons tb por isso Jocax diz: verdade foi assim q crieo o nada jocaxiano para responder a um cara q eu imaginei : La vem ele de novo com quem fez o uiniverso !! ai bolei o NJ to vendo o video O guninsdastre da fisica eh o nada jocxiano ! Ary diz: ja´sabia que vc iria responder isso, nessa parte, mas prossiga vendo o video, com atenção depois vc da seu parecer aqui são dois videos Jocax diz: ok bastava a premissa quem fez o designer que eh mais complexo do que o universo para refutar deus Ary diz: ele vai falar sbre isso mais na frente mas segue vendo ai Jocax diz: ok O negocio da explicacao da explicacao eh q ele nao conhece a navalha de ocam ou nao ker expo-la a melhor explicacao eh a mais compativel com a navalha e nao a explicacao da explicacao Ary diz: está no video 1 ou dois? Jocax diz: pasei para o 2 Ary diz: bacana Jocax diz: se deus fosse assim tao simples a gente fariaum e colocava numa garrafa Ary diz: terminou os dois videos? Jocax diz: to no fim ok Ary diz: se quiser fazer algum parecer, sinta-se a vntade Jocax diz: ele nao provou como uma mente quele diz ( ele conhece a mente de deeus) ser simples, produz raciocinios extremamente complexos. e ele confunde a navalha de ocam com explicacao da explicacao, acho q faz isso pra confundir O fato eh que nao ha necessidade de mente nenhuma para a criacao do universo e que o principio antropico do ajuste fino eh desmontado pelo principio destropico Ary diz: Jocax diz: ele nao provou como uma mente quele diz ( ele conhece a mente de deeus) ser simples, produz raciocinios extremamente complexos. acho que o que ele quis dizer aqui, é que as idéias produzidas na mente de deus podem até ser complexas, mas a "substancia" dessa mente, esse algo, que chamamos mente, é simples, bem mais simples que a materia Jocax diz: faltou uma interrogacao ( ele conhece a mente de deus?) entao ele tem que mostrar e nao apenas alegar , como uma substancia pode processar informacao sem complexidade os projetistas de computadores iriam adorar saber comoisso pode ser feito ALEGAR que uma mente que nao tem substancia pode fazer isso eh o mesmo q alegar que deus pode criar o universo Ary diz: idéias como o calculo infinitesimal (citado por ele), podem ser idéias complexas, mas a mente que produz essas idéias, é simples, logo, a causa primeira é mais simples que as idéias, que por sua vez produziriam o universo, que este sim, de substancia bem mais complexa do que aquela substancia mental inicial, o que vc diz a respeito? Jocax diz: ele tem que mostrar que : 1-Como ele SABE que a mente de deus eh SIMPLES? 2-Como uma mente simples pode criar coisas complexas sem ser por tentativa e erro ( ele alegou apenas que pode ) entendeu? Ary diz: ok, deixa eu responder as duas perguntas, com base no que ele mesmo diz, ai em seguida vc responde minhas respostas "1-Como ele SABE que a mente de deus eh SIMPLES? " bem, segundo ele, a mente é mais simples que a matéria, pois não é composta de partes.....é una "2-Como uma mente simples pode criar coisas complexas sem ser por tentativa e erro ( ele alegou apenas que pode ) entendeu?" deixa eu responder essa segunda pergunta daí vc completa Jocax diz: 1-Como ele sabe que a mente de deus eh UNA e nao composta de partes? e como pode algo que nao eh composto de partes processar alguma coisa? ele nao respondeu estas duas questoes Ary diz: acho que referente essa segunda pergunta, entra uma questão que ele falou depois, citando o exemplo de um artefato complexo encontrado de baixo de uma areia: vc não precisa postular se o projetista deste artefato veio de tal cidade, ou se é complexo, ou aquilo e tal: o importante, é vc aceitar que houve um projetista, dado que um artefato complexo aparecer do nada, definitivamente não é a resposta...então acho q essa seria a resposta dele a sua indagação dois Jocax diz: veja o caso da areia a explicacao mais simples e provavel eh que alguem fez o artefato pois ha evidencias de vida Ary diz: ou seja: que houve um projetista é mais certo, mas que esse projetista é mais complexo que o artefato, não é certo: logo, é mais plausivel a idéia de projetista do que não-projetista.....ele poderia dar essa resposta, embora naõ deu.....o que vc acha dela? Jocax diz: mas a vida tem uma explicacao MAIS SIMPLES: selecao natural Ary diz: entendeu minha indagação? Jocax diz: a explicacao da origem do projetista vivo eh mais simples do que a de um projetista que apareceu do nada deixa explicar: se vc postular o aparecimento de um projetista do nada para produzir a peca atras da lua eh mais complexo do que a peca ter sido montada ao acaso CONTUDO temos uma explicacao extremamente smples para um projetista vivo que eh a selecao natural , assim o projetista tem uma explicacao mais simples doque a peca ou do que ele aparecer do nada pronto e acabado Ary diz: dawkins diz que a idéia de projetista é infantil, pois um projetista do universo, requer mais ainda de explicação, do que o próprio universo....acontece que se é "demonstrado" (não estou afirmando que foi), que o universo é um artefato de designado inteligentemente, então é certo tb que houve um projetista....e essa idéia é tão certa, que é mais certa do que a hipotese desse projetista ser necessariamente mais complexo que o universo, logo, um progetista simples projetando um universo complexo, é mais aceitavel do que um universo com aparencia de design inteligente, não ter tido projetista....o q acha disso? Jocax diz: entendeu? Ary diz: esse que vc falou eu já sei...é uma idéia interessante, mas tb já compartilho dela o que eu falo é o seguinte: supondo que consigamos um dia demonstrar que o universo de fato tem o designe de um artefato, então somos quase obrigados a aceitar que teve um projetista....daí, a idéia de que um projetista teria de ser mais complexo se torna banal, pois seria apenas uma hipótese, em contraste com a certa do artefato, que não é hipótese: é fato.....compreende? o cerne, portanto, não é sobre o projetista e sim se de fato o universo tem aparencia de design ou não se tiver, deve haver um projetista.... isso q estou afirmando o q acha? Jocax diz: acho falso pq vc deve provar que eh possivel um projetista mais simples que o proprio universo se nao provar ficamos com o universo criado ao acaso Ary diz: o que distingue dawkins do craig, é que para o primeiro, o universo não tem aparencia de designe, ou até tem, mas ele cre que é só aparencia...já para craig, o universo é um designe... Jocax diz: o fato eh q ele e vc nao responderam as duas perguntas q eu fiz Ary diz: sim, mas digamos o seguinte: vc encontra um relógio no deserto, então me responda: vc terá praticamente certeza absoluta de que houve um projetista, concorda? vamos por partes Jocax diz: 1-Como ele sabe que a mente de deus eh UNA e nao composta de partes? e como pode algo que nao eh composto de partes processar alguma coisa? ele nao respondeu estas duas questoes Ary diz: ok.....sobre essa pergunta, irei dizer o seguinte: Jocax diz: sim se eu soubesse que existe vida Ary diz: craig aceita aquela premissa filosófica de que a mente é uma substancia UNA, não composta por partes Jocax diz: mas ninguem disse q a mente de deus eh una , onde deus disse isso a ele? Ary diz: é claro que vc pode objetar, e dizer que a mente naõ existe sem as idéias pensadas, e se as idéias se distinguem uma da outra, logo a mente não pode ser completamente UNA, tem de ser de partes tb...e é uma idéia que já pensei tb....essa seria a resposta da sua um ou seja, não sai do lugar, quanto a resposta 1 Jocax diz: se fossse assim como pode haver processamento de uma coisa que eh una ? Ary diz: mas continuando a pergunta 1 que te fiz, vc respondeu que sim, que deve haver projetista agora a pergunta 2 Jocax diz: pelo q eu entendi se deus tem ideias entao as ideias nao sao a mente sao diferentes da mente dele logo existem partes Ary diz: 2 - se fosse demonstrado que o universo de fato tem forma projetada, e não apenas aparentemente projetada, vc concordaria que houve um projetista inteligente, concorda ou não? Jocax diz: nao disse issso nao Ary diz: desculpa Jocax diz: eu disse que SE SOUBESSE que a vida era possivel o objeto poderia vir da vida Ary diz: vai respondendo ai, só vou atender uma carta lá fora, e já estou voltando Jocax diz: preciso achar o mail do dawkins Ary diz: jocax, desculpa a demra tive que pegar uma encomenda Jocax diz: ok Ary diz: 1 - olha só: todos nós concordamos que o projetista de um relógio na areia, foi um ser inteligente, e não obra do acaso 2 - todos concordamos que pode ser que esse projetista que é inteligente, não necessariamente teve outro projetista inteligente, pois poderia ter derivado de um projeto natural, como a seleção natural 3 - todos tb concordamos, que se um dia demonstrarmos que o universo como um todo, tem não apenas aparencia, mas é de fato projetado, como um relógio na areia, então deve haver tb um projetista inteligente Jocax diz: 1-Apenas porque ha vida de origem mais SIMPLES que o relogio 2-A origem do projetista deve ser mais simples que o proprio Ary diz: 4 - não importa se esse projetista é mais ou menso complexo que o universo, ou que tenha sido derivado de uma especie de seleção natural, mas concordamos que é um projetista inteligente Jocax diz: 3-Nao , apenas se puder haver um projetista mais simples do que ele !! 4-IMPORTA SIM veja bem se o projetista eh mais complexo entao devemos tomar o relogio como aparecendo do nada !! pq deveriamos ter um projetista mais complexo pra comecar ? eh como dizer que precisaria de um relogio mais complecxo para craaar um mais simples entende? entendeu q vc precisaria de OUTRO RELOGIO MAIS COMPLEXO DO QUE O QUE VC ACHOU ? para criar o relogio mais simples? ..... Ary disse (Ontem às 16:50): mas perceba que quem projetou o relógio, mesmo sendo mais complexo que o relógio, teve uma causa mais simples que a causa do relógio quem projetou o relógio foi um homem e um homem é mais complexo que um relógio Ary disse (Ontem às 16:51): mas a causa da existencia do homem é a seleção natural, que é uma causa mais simples do que a causa do relógio, que é o homem o mesmo pode se dar com o universo a causa dele, mesmo que fosse mais complexa, não necessariamente implicaria na impossibilidade da mesma forma que na relação "homem-relógio" não implicou Jocax diz: ENTAO VC DEVE EXPLICAR A CRIACAO DE DEUS DE FORMA MAIS SIMPLES QUE A DO UNIVERSO caso contrario vc estaria invocando uma causa de origem mais complexa Ary diz: jocax, aqui temos dois pontos: 1 - se deus for mais simples que o universo, teriamos que sua origem oou existencia seria mais simples que a do proprio universo Jocax diz: NAO 1 min Ary diz: 2 - caso seja mais complexa, já provamos que algo mais complexo pode ter uma origem mais simples, como é o caso do homem-relógio logo, não temos muito o q dizer nesse assunto Jocax diz: a origem do projetista precisa ser mais simples do que o projeto criado entende? Ary diz: jocax jocax, foi justamente isso q eu disse Jocax diz: ou seja a origem do homem-relogio precisa ser mais simples do que o relogio criado Ary diz: releia ai Jocax diz: mas entao vc precisa demonstrar q deus teria uma ORIGEM mais simples do que o universo !! e isso naofoi demonstrado Ary diz: o inverso tb não foi demnstrado Jocax diz: o q nao foi demonstrado? chegamos num ponto interessante: Ary diz: que o universo é mais simples ou teve uma origem mais simples Jocax diz: a origem do nada eh a coisa mais simples possivel Ary diz: eu sei q vc vai afirmar que a existencia do universo é um fato Jocax diz: e o universo eh apenas particulas e algumas leis , parece mais simples q qqr deus Ary diz: se deus existe, é pq sua existencia é necessaria e não contingente o universo poderia não existir, talvez Jocax diz: O ponto eh que : se algo precisa de um criador, entao este algo eh mais complexo do que o criador OU a origem do criador eh mais simples do que este algo !!! Ary diz: pois é.,,,,,,vc esta prossimo de concordar então, a possibilidade lógica de deus proximo* Jocax diz: claro que nao pois o universo NAO precisa de um criador eu disse que SE algo precisa de um criador Ary diz: o universo precisa tanto de uma origem, que você bolou o NJ Jocax diz: mas o criador nao eh consciente e eh mais simples do que o objeto o NJ eh mais simples do que o objeto criado Ary diz: por que ele é mais simples? Jocax diz: Algo sempre precisa de uma origem mais simples do que ele porque nao tem estrutura Ary diz: um nada sem regras, uma região sem lei, talvez seja algo bem complexo, pois já cnversamos sobre a possibilidade de que leis e regras não sejam contingentes, mas sim necessarias talvez a lógica seja necessaria logo, um nada que burla essas coisas, se torna algo bem complexo, de se "engolir" Jocax diz: nao creio q nada disso seja necessario , a logica nao eh necessaria Ary diz: volto a dizer: o relógio teve uma origem mais complexa do que ele próprio..... Jocax diz: vc pode criar o nada aryniano o nada com logica !! gostou? Ary diz: já existe...é nada trivial rs não teria originalidade Jocax diz: O relogio NAO teve uma origem mais complexa do que ele proprio pois o relogio veio do NJ -> estrelas-> vida->selecao->homem->relogio nao o nada trivial tem a lei nada pode acontecer !! Ary diz: o ser que fabricou o relógio é mais complexo....milhares de vezes mais Jocax diz: o nada-aryniano eh o nada com leis logicas rsrs mas esta NAO eh a verdadeira ORIGEM do relogio a verdadeira origem esta antes do inicio da vida acho q da pra fazer uma definicao recursiva interessante Ary diz: eu poderia dizer tb, que se deus é mais complexo que o universo, sua complexidade não seria a verdadeira causa do universo de alguma maneira, a existencia de deus poderia ser mais simples vc vai dizer: vc tem de demonstrar isso Jocax diz: mas vc deve demonstrar ou mostrar q deus teria uma origem mais simples q o universo Ary diz: o fato é que para algumas pessoas, a existencia de deus é atestada por outras vias isso já lhes daria o fato de sua existencia daí supor que de alguma forma, a existencia de deus é mais simples ou necessaria, é questão de bom senso da mesma forma que richard dawkins fez com a cosmologia, apostando que nela tb deve haver um "guindaste", como há na biologia Jocax diz: juizo de valor nao vale Ary diz: o crente faria a mesma coisa que dawkins: apostaria numa simplicidade e necessidade de deus tb Jocax diz: mas o guindaste da fisica eh menos complexo do que deus Ary diz: não necessariamente Jocax diz: sim pois pode vir do Nada jocaxiano A CAUSA ou ORIGEM de Algo sempre tem uma causa ou origem no passado mais simples do que este algo ( jocax )

terça-feira, 13 de abril de 2010

Carta aberta de Brizola Neto a José Serra: o Brasil não pode mais

Carta O Berro..................................................repassem ----- Original Message ----- From: Pedro Castilho Abril de 2010 - 0h01 Carta aberta de Brizola Neto a José Serra: o Brasil não pode mais Li boa parte de seu discurso, senhor José Serra. Talvez eu seja hoje o que o senhor foi, na minha idade, quando era um jovem, que presidia a União Nacional dos Estudantes e apoiava o governo João Goulart no Comício da Central. Quando o senhor defendia o socialismo que hoje condena, o patriotismo que hoje trai, o desenvolvimento autônomo do Brasil do qual hoje o senhor debocha. Por Brizola Neto, no blog Tijolaço O senhor, como Fernando Henrique, é útil aos donos do Brasil ­ sim, Serra, o Brasil tem donos, porque 1% dos brasileiros mais ricos tem o mesmo que todos os 50% mais pobres ­ porque foi diferente no passado e, hoje, cobre-se do que foi para que não lhe vejam o que é. O símbolo do Brasil que não pode mais, que não pode ser mais como o fizeram. Não pode mais o Brasil ser das elites, porque nossas elites, salvo exceções, desprezam nosso povo, acham-no chinfrim, malandro, preguiçoso, sujo, desonesto, marginal. Têm nojo dele, fecham-lhe os vidros com película para nem serem vistos. Não pode mais ser o país das elites, porque nossas elites, em geral, não hesitam em vender tudo o que este país possui ­ como o senhor, aliás, incentivou fazer ­ para que a “raça superior” venha aqui e explore nossas riquezas de maneira “eficiente” e “lucrativa”. Para eles, é claro, e para os que vivem de suas migalhas. Não pode mais ser o Brasil dos governantes arrogantes, como o senhor, que falam de cima ­ quando falam ­ que empolam o discurso para que, numa língua sofisticada, que o povo não entende, negociem o que pertence a todos em benefício de alguns. Não pode mais ser o país dos sábios que, de tão sabidos, fizeram ajoelhar este gigante perante o mundo e nos tornaram servos de uma ordem econômica e políticas injustas. O país dos governantes “cultos”, que sabem miar em francês e dizer “sim, senhor” em inglês. Não pode mais ser o país do desenvolvimento a conta-gotas, do superávit acima de tudo, dos juros mais acima de tudo ainda, dos lucros acima do povo, do mercado acima da felicidade, do dinheiro acima do ser humano. O Brasil pode hoje mais do que pôde no governo do que o senhor fez parte. Pôde enfrentar a mais devastadora crise econômica mundial aumentando salário, renda, consumo, produção, emprego quando passamos décadas ouvindo, diante numa crise na Malásia ou na Tailândia que era preciso arrochar mais o povo. Pôde falar de igual para igual no mundo, pôde retomar seu petróleo, pôde parar de demitir, pôde retomar investimentos públicos, pôde voltar a investir em moradia, em saneamento, em hidrelétricas, em portos, em ferrovias, em gasodutos. Pôde ampliar o acesso à educação, ainda que abaixo do que mereça o povo, pôde fazer imensas massas de excluídos ingressarem no mundo do consumo e terem direito a sonhar. Pôde, sim, assumir o papel que cabe no mundo a um grande país, líder de seus irmãos latino-americanos. O Brasil pôde ser, finalmente, o país em que seu povo não se sente um pária. Um país onde o progresso não é mais sinônimo de infelicidade. É por isso, Serra, que o Brasil não pode mais andar para trás. Não pode voltar para as mãos de gente tão arrogante com seu povo e tão dócil aos graúdos. Não pode mais ser governado por gente fria, que não sente a dor alheia e não é ansiosa e aflita por mudar. Não pode mais, Serra, não pode mais ser governado por gente que renegou seus anos mais generosos, mais valentes, mais decididos e que entregou seus sonhos ao pragmatismo, que disfarça de si mesmo sua capitulação ao inimigo em nome do discurso moderno, como se pudesse ser moderno aquilo que é apoiado pelo Brasil mais retrógrado, elitista, escravocrata, reacionário. Há gente assim no apoio a Lula e a Dilma, por razões de conveniência-político eleitoral, sim. Mas há duzentas vezes mais a seu lado, sem qualquer razão senão a de ver que sua candidatura e sua eleição são a forma de barrar a ascensão da “ralé”. Onde houver um brasileiro empedernidamente reacionário, haverá um eleitor seu, José Serra. Normalmente não falaria assim a um homem mais velho, não cometeria tal ousadia. Mas sinto esta necessidade, além de mim, além de minha timidez natural, além de minha própria insuficiência. Sinto-me na obrigação de ser a voz do teu passado, José Serra. É um jovem que a Deus só pede que suas convicções não lhes caiam como o tempo faz cair aos cabelos, que suas causas não fraquejem como o tempo faz fraquejar o corpo, que seu amor ao povo brasileiro sobreviva como a paixão da vida inteira. Que o conhecimento, que o tempo há de trazer, não seja o capital de meu sucesso, mas ferramenta do futuro. Vi um homem, já idoso, enfrentar derrotas eleitorais e morrer como um vitorioso, por jamais ter traído as ideias que defendeu. Erros, todo humano os comete. Traição, porém, é o assassinato de nós mesmos. Matamos quem fomos em troca de um novo papel. Talvez venha daí sua dificuldade de dormir. Na remota hipótese de vencer as eleições, José Serra, o senhor será o derrotado. O senhor é o algoz dos seus melhores sonhos. _______________________________________________ Cartaoberro mailing list Cartaoberro@serverlinux.revistaoberro.com.br http://serverlinux.revistaoberro.com.br/mailman/listinfo/cartaoberro

sexta-feira, 19 de março de 2010

Os Guardiões da Pirâmide

Os Guardiões da Pirâmide João Carlos Holland de Barcellos ( Outubro / 2006 )

[Este ensaio procura explicar como um sistema de produção, como o capitalismo, depois de crescer até se tornar uma ideologia política dominante, afeta todos os ramos de nossas vidas e como consegue se manter apesar de beneficiar apenas uma minoria.].

Se alguém lhe perguntasse: “Quem você é?”, ou então, de uma maneira mais geral: “Quem somos nós?” No sentido de saber o que você acha de sua verdadeira essência, o que você responderia?

Talvez mandasse seu interlocutor “plantar batatas”, se filosofia não fosse mesmo sua “praia”, ou então, pensaria um pouco mais, e responderia algo do tipo “Eu sou minha consciência”. Desde a revolução industrial as populações, em especial as do mundo capitalista ocidental, têm aderido cada vez mais, e em maior grau, à cultura do “Eu consciência”. Antes de nos aprofundarmos nas conseqüências dessa crença, e o que ela veio a servir, devemos nos perguntar: Essa visão sempre foi assim? Se não, o que havia antes? Por que isso teria mudado? Para respondermos estas e outras questões precisaremos voltar um pouquinho no tempo...

A Revolução Industrial

Antes da revolução industrial, o modo como cada indivíduo fazia para ganhar a vida era bem diferente da de hoje em dia: não havia computadores, não havia anticoncepcionais, as famílias eram numerosas e pouquíssimos tinham algum tempo para filosofar ou pensar em coisas como o “sentido da vida” ou “a razão da existência”. Os homens trabalhavam duramente, em geral através de sua força física, para sustentar seus lares, e suas as mulheres cuidavam da casa e dos filhos. O objetivo básico era o sustento, a manutenção da família. O pensamento era bastante conservador: “Mulher trabalhar fora? Que absurdo! Onde já se viu uma coisa dessas?! Largar os filhos para ganhar dinheiro!?”. A religião tinha um papel muito importante no pensamento e na educação familiar. Naquela época, a resposta mais provável à nossa pergunta inicial deveria ser algo como: “Nossa essência está em nossa alma, claro.”. Sendo a suposta alma imortal, a essência do ser estaria garantida para todo o sempre no “Paraíso” ou noutro lugar seguro, dependendo da religião. Enquanto isso, a população aumentava, as terras cultiváveis diminuíam, e as cidades cresciam. Com o advento da revolução industrial, e a mecanização cada vez maior da força humana bruta de trabalho, a produtividade pôde ser multiplicada milhares de vezes. Abriram-se as possibilidades de comércio e de lucro com novos mercados, antes impossíveis de serem explorados já que a produção era movida apenas pela força animal. A mecanização fez aumentar o desemprego nas regiões não produtoras e aumentar a demanda por mão de obra, principalmente mão de obra qualificada, nas regiões fabris. Enquanto as empresas cresciam, e engoliam os pequenos produtores artesanais, novos problemas começaram a surgir.

Embora as máquinas vomitassem peças e componentes sem parar, ainda não podiam fazer, mecanicamente, o trabalho delicado de montagem ou de embalagem. Este trabalho ainda precisava de mãos humanas habilidosas. Além disso, com a produção em escala crescente, novos problemas apareceram: Como controlar a produção? A contabilidade? O controle de estoque, as contas? Como desenvolver novos produtos? Como fazer pesquisa de mercado? Antes das máquinas a vapor as empresas não podiam ser muito grandes e estes problemas não existiam. Mas a partir delas tudo mudou. As empresas cresciam, e para resolver estes e outros problemas relacionados a seu crescimento, houve um aumento da demanda por de mão de obra mais qualificada e especializada. O potencial de mercado, e de lucro, era enorme: Literalmente o mundo todo. O globo precisava ser suprido, e rápido, se não a concorrência o faria. Mas como resolver o problema de conseguir mão de obra qualificada sem onerar os lucros, e, de preferência de forma rápida e barata?

O Feminismo

A solução para estes problemas era urgente. E foi resolvido de forma rápida e genial: Se a mulher fosse introduzida no mercado de trabalho a oferta de mão de obra poderia ser rapidamente dobrada, já que a força bruta já não era mesmo mais necessária. A mulher poderia trabalhar em pé de igualdade com os homens e isso traria uma dupla vantagem ao capitalismo: Duplicaria a oferta de mão de obra e diminuiria, naturalmente, o salário médio já que aumentaria a concorrência. Com a diminuição geral do salário do homem, devido à crescente concorrência feminina, haveria naturalmente uma pressão para que a mulher, que não trabalhava fora de casa, também entrasse no mercado para, ao menos, manter o nível de renda anterior da família, já que seu marido teria seu salário reduzido. Mas para a mulher entrar no mercado de trabalho era imperativo quebrar o antigo estigma, o “tabu” de que ela deveria permanecer no lar cuidando da casa e dos filhos. Criaram-se então condições propícias para que o feminismo deslanchasse, e fizesse o “trabalho sujo” que o capitalismo precisava: Inocular em todas as mulheres o meme (a idéia) de que trabalhar em casa era coisa ultrapassada e antiquada. Que a felicidade não estava na família, em cuidar da casa e dos filhos, mas fora dela, que só se poderia ser feliz nessa vida se fosse encontrada independência financeira, mesmo que essa fosse apenas ao nível de mera subsistência. Apertar parafusos numa fábrica deveria ser, claro, muito mais digno do que amamentar seu próprio filho.

Assim, o capitalismo quebrou o primeiro e importante elo de felicidade da humanidade: As mães já não poderiam cuidar de seus filhos como vinham fazendo há dezenas de milhares de anos. Pois lhes fizeram acreditar que isso era antiquado e gerava infelicidade. Deveriam, a partir de então, prepararem-se para competir no mercado de trabalho com os homens. A meta feminina seria um cargo de executiva com alto salário e subordinados masculinos –oh glória! O casamento e a maternidade deveriam ser repensados. Se houvessem filhos, estes deveriam “se virar” em creches comunitárias, com babás ou então, para quem tivesse muita sorte, com suas avós. Mas estas, como veremos, deveriam cada vez mais, rejeitar este papel, já que elas também lutaram tanto para não tê-lo.

Ofereça teu filho ao “deus mercado”

Com o aumento da oferta de mão de obra e a mecanização da produção o conhecimento e a tecnologia tiveram grandes avanços. Isso permitiu que os produtos agregassem cada vez mais tecnologia e inteligência e, com isso, ficavam também cada vez mais caros. Além disso, o mercado precisava, cada vez mais, de pessoas com conhecimentos especializados, e isso demandava muitos anos de estudos. Pessoas desqualificadas não interessavam ao mercado de trabalho. Não se poderia constituir família e trabalhar antes de se passar pelo menos 15 anos estudando. Filhos úteis para o mercado custavam muito dinheiro. Além disso, famílias numerosas não poderiam adquirir produtos caros já que seus filhos precisavam passar anos e anos nos bancos escolares antes de arrumarem o primeiro emprego. Qual seria o mercado para uma produção cada vez mais sofisticada e cara? Família com poucos filhos. No máximo dois. Isso não apenas garantiria renda como também um mercado consumidor para os novos produtos “high-tech” que precisavam ser consumidos. Além disso, se criariam condições favoráveis para que as famílias preparassem seus dois filhos com qualidade nos estudos para que pudessem ser facilmente “consumidos” pelas empresas detentoras de tecnologia. Entretanto, como foi no caso do feminismo, para que esta solução também vingasse, seria preciso inocular nas mentes humanas um meme adequado.

O meme-vírus “vm2f”

A redução do número de filhos traria, portanto, um duplo benefício ao sistema: Aumentaria a oferta de mão de obra qualificada como também o poder de consumo per capita. Isso permitiria o crescimento do parque consumidor de produtos mais caros e com alta tecnologia agregada. Satisfazer o mercado interno era pré-requisito para disputar o grande mercado externo. Criaram-se então condições muito favoráveis para que o “vm2f” se disseminasse pela população. O “vm2f” (vírus-meme-dos-dois-filhos) é um poderoso agente meme viral que faz com que seu portador acredite - e independentemente da renda familiar!- que se ter mais do que dois filhos, é um ato que deve ser visto como arcaico, e obsoleto, que é uma prática ilógica e retrógrada, proibitiva mesmo, e que deve ser evitado a qualquer custo: “Onde já se viu uma coisa dessas?!?”, “Filho é coisa de pobre!, de gente ‘desletrada’, inculta e que não tem o que fazer!”.

Assim, o “vm2f” foi disseminado na sociedade, e atualmente contamina a mente de praticamente todas as pessoas dos países capitalistas. Quantos casais, que se consideram cultos, com mais de dois filhos, você leitor, conhece? Seria também interessante para o mercado que tal meme-vírus atingisse a maioria dos países consumidores, de outra forma não teriam renda para comprar as caras e sofisticadas quinquilharias produzidas pelos exportadores. A despeito da infelicidade individual gerada, ou não, o fato é que as medidas adotadas, a inoculação massiva de memes ideológicos específicos, geraram, pelo menos para os paises exportadores de artefatos tecnológicos –os de primeiro mundo- um grande acumulo de capital e de riqueza, o que possibilitou um excedente suficientemente grande para permitir uma significativa redução da jornada de trabalho e também dispositivos legais para distribuição de renda e redução da pobreza. Infelizmente, entretanto, para os países subdesenvolvidos, ou em desenvolvimento, importadores de bens tecnológicos e exportadores de matéria prima, ficariam o desemprego e a miséria.

“A Cultura do Eu”

De qualquer modo, seja nos países detentores de tecnologia, seja nos países consumidores dela, houve um aumento do conhecimento e do tempo livre disponível. Isso criou condições para uma maior reflexão crítica dos dogmas religiosos e uma grande proliferação de religiões e cultos alternativos. O “Céu” ou o “Paraíso” já não eram lugares garantidos onde se iria estar. A única certeza liquida e certa, era de que a felicidade podia ser sentida aqui mesmo, no plano terreno. Qualquer promessa de felicidade no “pós morte” poderia ser contestada já que, apesar dos esforços, nunca se provou nenhuma evidência científica de vida além da morte. Tais pensamentos produziram um caldo rico para o que podemos agora chamar de “A Cultura do Eu”.

A “Cultura do Eu” tinha -e tem- por norma básica o pressuposto de que a única felicidade que podemos realmente obter é aquela que poderemos sentir em vida. E este “Eu” reside na minha consciência já que é ela que de fato sente o prazer. Isso conduz a um individualismo extremado: “O meu prazer, a minha felicidade, está na minha consciência e não na do outro”. A “cultura do eu” faz com que o comportamento do homem capitalista médio seja direcionado a dois objetivos básicos destinados a obtenção de prazer: O Consumismo, e a Cultura do corpo.

O Consumismo

O Consumismo é uma maneira de obter prazer através do mercado: Comprar, comprar e comprar. Assim o dinheiro é o grande valor, através dele se pode dar vazão aos chamados “sonhos de consumo”. A obtenção de bens também traz prazer na forma de “Status” já que compra mais quem pode comprar mais e, claro, a obtenção de status patrocina o poder de sedução sobre o sexo oposto (ou o mesmo). Embora não seja elegante ficar desfilando com um aparelho de DVD último tipo pendurado no pescoço, nem ficar falando o que se comprou ou vai se comprar é norma social aceita falar das maravilhosas viagens que você fez para os lugares mais lindos e caros possíveis ou desfilar com aquele carro da propaganda da TV. As viagens não teriam tanta graça se não se pudesse falar delas: Pra que comprar um lindo vestido se ninguém poderá vê-lo? Além disso, as viagens representam o ápice da cultura do Eu: O investimento no prazer imediato, no que o corpo pode sentir agora. Pra que poupar e economizar (para os filhos?) se o que eu quero mesmo é sentir tudo o que eu puder sentir? Afinal, a vida é só uma!

Meu cérebro é a fonte do meu prazer e, necessariamente, ele está atrelado a um corpo. Se o corpo não estiver “Ok” a mente também não estará, afinal, as dores do corpo são sentidas no cérebro, na consciência. Além disso, se a felicidade só pode ser vivida na Terra, uma felicidade máxima só é conseguida través de um tempo de vida também máximo! Cuidar bem do corpo é um meio, portanto, de aumentar a felicidade em vida. Iniciou-se então a “Cultura do Corpo”.

“A Cultura do Corpo”

A “Cultura do Corpo” parte do pressuposto que só podemos ter uma mente sã – capaz de usufruir prazer- se o corpo também estiver são. As academias de ginástica e malhação se encheram como nunca. Caminhar, correr, malhar tudo era válido, quem não lembra do “método Cooper” que proliferava mais do que coelho? A gordura virou a grande vilã, sinônimo de veneno. De uma hora para outra surgiram mais receitas para emagrecer do que estrelas numa noite de verão. Criou-se mercado para todo tipo de alimento possível e imaginável desde que prometessem um corpo mais saudável ou bonito: Alimentos e bebidas “diet”, “light”, com fibras, sem colesterol, com HDL, sem HDL, e etc.etc.etc... Quem não praticasse algum tipo de exercício, não caminhasse, não corresse, estaria na contramão da vida. O “cult” era, e ainda é, cultuar o próprio corpo.

Muitos esqueciam, talvez nunca souberam, que a moda do corpo deveria ser destinada a um aumento de felicidade, e não como um fim em si mesmo. Assim, podia-se perceber pessoas que sofriam muito em suas malhações, muito mais do que poderia obter de prazer através dela. Pessoas que ficavam horas e horas correndo e se exercitando sem parar. O objetivo foi esquecido, e o culto ao corpo acabou virando uma finalidade em si mesmo.

Luta inglória

Este tipo de comportamento, individualista ao extremo e egoísta, era disseminado e enaltecido. Lembro-me de ter lido uma reportagem sobre uma mulher na faixa dos 40 anos de idade que se vangloriava de não ter tido filhos e através de muita malhação e ginástica diária ainda possuía um corpinho de “39”. Até quando poderia ela lutar contra o tempo? Luta inglória essa de perder tanto tempo tentando retardar o tempo e parecer um pouco mais jovem. Se gasta dez anos da vida para parecer cinco anos mais jovem!

Individualismo e Neoliberalismo

A “Cultura do Eu” trouxe consigo o individualismo extremado. Filhos são considerados perda de tempo e um sorvedouro de preciosos recursos que poderiam ser bem utilizados numa deliciosa viagem a búzios ou na compra daquele carro que a TV anuncia. E, se ainda temos um “maldito instinto” para eles (filhos) então que tenhamos um, no máximo dos máximos dois. Isso será suficiente para para aplacar, para saciar estes ultrapassados instintos animais que insistem em atrapalhar nossa vida de prazer.

Para o individualista, a única felicidade que importa é a que ele consegue sentir, a vivida pelo seu corpo. Promessas de um mundo melhor para futuras gerações não lhe toca em absoluto. O individualista é, portanto, e antes de tudo, um imediatista. Não lhe interessa se esforçar se quem vai usufruir de seus esforços não será ele, e sim as próximas gerações. Assim o individualismo tende a levar a sociedade e o ambiente a uma degradação constante. O Neoliberalismo é a ideologia econômica que mais se adequada ao individualista. A ideologia neoliberal apregoa a liberdade total de comércio entre países com a mínima ou nenhuma intervenção do estado e isso significa, de preferência, sem nenhuma taxa de importação. Dessa forma o individualista poderá consumir rapidamente uma ampla diversidade de produtos importados e a um preço bastante acessível.

Não importa ao imediatista se isso irá quebrar as indústrias nacionais[8] – desde que elas não quebrem enquanto ele trabalhe numa delas- já que as empresas costumam agonizar por um bom período até fecharem ou serem vendidas para alguma transnacional, com o conseqüênte enxugamento de pessoal e extinção das áreas de desenvolvimento que isso costuma acarretar.

O que o neoliberal quer mesmo é comprar suas bugigangas a preços baixos. Para que “reinventar a roda” se já existe o produto pronto lá fora? Seu pensamento é imediatista: ”É mais barato e rápido importar tudo pronto, pra que desenvolver?”. Assim, o neoliberal é antes de tudo um derrotista, mas claro, não o neoliberal de um país desenvolvido, e detentor de tecnologia. Para eles o neoliberalismo é muito bom, é uma garantia de lucros e empregos para seus compatriotas. Exportar sua produção não é apenas uma forma de ganhar mercado, mas principalmente de evitar que outros países consigam desenvolver tecnologia e concorrer com eles no mercado internacional ou no seu próprio mercado doméstico. Para que correr esse risco?!?

Podemos concluir que o individualismo é uma decorrência direta da questão filosófica fundamental “Quem somos nós?” quando a resposta está centrada numa consciência, num corpo ou em um tipo qualquer de individualidade. O individualista não se importa muito com a felicidade futura de seus conterrâneos, já que, provavelmente, não estará mais neste mundo para vivê-la. Não importa para ele se o país seja um eterno dependente de tecnologia, ou não, já que o importante é poder ter sua sede de consumo saciada rapidamente. Sua ideologia pode ser resumida numa pergunta: “Para que sofrer agora construindo um futuro, se não se estará aqui para usufruir?”

Religiões: a “Matrix do Capitalismo”

O problema da “Cultura do Eu”, e o individualismo que dele emerge, não traz consigo apenas o egoísmo e suas conseqüências nefastas, ele, na realidade, impede uma felicidade plena do próprio individuo, impelindo-o a uma vida consumista, “vazia” desprovida de um sentido transcendente. As religiões tradicionais perderam muito terreno, e continuarão perdendo, simplesmente porque elas são inconsistentes, e tanto o conhecimento como o QI médio da população tendem a crescer ficando cada vez mais claro as contradições dos dogmas religiosos e a realidade dos fatos. Não é por outra razão que uma miríade de seitas e cultos místicos se proliferaram tanto. Entretanto, mesmo as seitas místicas ou os cultos esotéricos, para uma mente um pouco mais lúcida, deixam a desejar, pois tais seitas são baseadas em princípios sem nenhum respaldo científico ou factual, o que vem a contrariar frontalmente a “Navalha de Ocam”[9].

Apesar disso, o sistema investe pesado – escolas e instituições de ensino pagam impostos, igrejas e templos não-, principalmente através da mídia, na cultura religiosa, qualquer que seja ela. Todo tipo de religião ou seita, mesmo que sejam totalmente antagônicas ou contraditórias umas com as outras, é tolerado e considerado normal. Ninguém deve ousar por em dúvida ou criticar a crença alheia sob pena de ser taxado de “intolerante”. As contradições entre elas, para o bem do sistema, devem ser ignoradas, afinal, um mesmo deus não seria tão esquizofrênico para ditar normas diferentes para seitas diferentes. O Ateísmo, por outro lado, não pode ser tolerado e deve ser visto como uma aberração da natureza. Entretanto isso não ocorre sem razão: A grande massa, a que forma a base da pirâmide, é inculta e, ao mesmo tempo, extremamente perigosa. Se rebelarem-se ideologicamente contra o sistema, este corre o risco de ruir. Para mantê-los passivos é necessário dar-lhes esperanças de uma vida bem melhor – o Paraíso – e mais: tanto maior será a chance de conquistar este paraíso, quanto mais sofrida e servil for sua vida aqui na Terra. Deve-se passar a eles a idéia de que, se estão passando por dificuldades, isso não é culpa do sistema, que não distribui riquezas com justiça, afinal “o sistema é o melhor de todos, voce não vê na TV? ”, a razão de seus sofrimentos, claro, são deles mesmo, e pode ser explicada pelo que fizeram em suas vidas passadas (Espiritismo); Ou então no grande pecado que seu antepassado (Adão) fez ao desobedecer ao “Pai” e que por isso todos, sem exceção, devem pagar (Catolicismo); Ou então, se sua religião não tem uma explicação para o sofrimento, por certo tem uma boa razão para que você não anseie uma vida melhor: Afinal, desejar coisas que você não pode ter é todo o motivo de seu sofrimento, e por isso você deve evitar desejar. Desejar é errado, tenha apenas o suficiente para sobreviver (Budismo).

As Religiões são tentáculos do sistema

O sistema incute na base da pirâmide, formada pelos que tem menos acesso à informação e educação, que a responsabilidade pelo sofrimento nunca é do próprio sistema. Se, por exemplo, seu vizinho está desempregado e passando fome, o sistema quer que você acredite que a culpa é dele mesmo, ele que não foi esforçado o suficiente para conseguir um emprego. Mesmo que o emprego se escasseie cada vez mais com a mecanização e a globalização[1]. A culpa nunca é do sistema. Neste ponto entram as religiões e igrejas atuando de forma a sublimar uma possivel revolta: O que você deve fazer é rezar bastante para que Deus não permita que isso aconteça com você também. Assim a reza funciona como sendo uma importante válvula de escape contra uma possível revolta da imensa multidão que está nas camadas mais baixas da pirâmide sócio-econômica.

Além da reza, este tentáculo do sistema conta com outras formas de arrefecer o sentimento de revolta: Fazer com que haja uma redistribuição de recursos dos que já não tem muito a distribuir. Trata-se da Caridade. A Caridade é um modo de o sistema retirar recursos daqueles que pouco tem para distribuir aos que tem menos ainda, e claro, sem incomodar os que estão no topo. Querendo ou não nascemos neste sistema e estamos imersos nele. Atos caridosos devem ser vistos não como uma obrigação religiosa ou como uma forma de azeitar nosso caminho a um paraíso que não existe[2], mas sim como uma forma de minimizar as conseqüências nefastas de um regime auto-destrutivo [1] que insiste em não evoluir.

Os “Guardiões da Pirâmide”

É interessante notar como o sistema, como um grande polvo acéfalo, consegue se auto-perpetuar. Não há necessidade de uma mente centralizadora e malévola orquestrando quais os próximos truques e artimanhas que deverão ser criados para que o povo continue passivo e conformado. Não há um pequeno grupo de capitalistas, ricos e poderosos, pertencentes a uma seita secreta, decidindo qual a próxima religião será criada e quão eficiente será em promover a ilusão e a esperança. Nada disso. O que acontece é o trabalho voluntário, e de certa forma, até inconsciente, dos que estão no topo da pirâmide sócio-econômica. Eles sabem muito bem o que têm lá embaixo e não querem, de modo algum, sairem lá de cima e perderem suas regalias. O topo da status, poder, dizem que até é afrodisíaco. Quem gostaria de sair e dividir? Governantes, legisladores, grandes empresários e comerciantes, e, principalmente, jornalistas e seus diretores, atuam em suas respectivas áreas de modo a manterem-se – e também seus amigos e parentes - em seus postos privilegiados e de altos salários.

Os legisladores, por exemplo, criam leis com brechas para que o pessoal do TOP da pirâmide jamais fique enclausurado (prisão foi feita pra pobre), ou que a propriedade privada seja considerada sagrada e inviolável, ou que a quebra de sigilo bancário seja um crime pior que o assassinato etc.; Os empresários e comerciantes financiam a campanha dos partidos que favorecerão suas empresas e negócios na esperança de que seus lucros nunca diminuam; A mídia mostrando que o inferno é não fazer parte do sistema, ou que todos os eventos bons são provas da existência divina e por ai vai... Cada um que está no topo, e não quer correr riscos de sair, dá a sua pequena, ou grande, contribuição para que a pirâmide permaneça firme e bem plantada, independentemente do que ocorre lá na base. São os “Guardiões da Pirâmide”. Se você sempre diz “Graças a Deus” quando ocorre um evento bom mas, contraditoriamente, não diz o mesmo quando ocorre um evento ruim, então você também é um pequeno guardião, talvez até inconsciente, já que estaria contribuindo para manter a crença no inexistente[2] e, portanto, ajudando a manter o tentáculo religioso do sistema.

Genismo

Para os seguidores do Genismo [3] “Nós somos nossos genes”. Isso significa que nossa essência não está em nosso corpo e nem mesmo em nossa consciência e sim no nosso conjunto de genes. Entretanto, diferentemente de um “eu - consciência”, o “eu - gene” não reside apenas em nosso corpo e isso faz toda a diferença do mundo. Nossos genes estão também em nosso corpo mas não apenas nele, estão também em grande proporção em nossos filhos, depois, em taxa decrescente, em nossos parentes, em nossa espécie, depois em nosso gênero, família, ordem, classe, filo e reino. Assim, temos genes compartilhados, em maior ou menor proporção, em todos os seres vivos do planeta.

Por esta visão do que somos, cada organismo vivo possui um pouco de nós e, claro, somos também uma parte do que eles são. Isso acontece pela simples razão científica de que todos os seres vivos são descendentes de um primeiro ancestral comum: Uma molécula replicante, talvez algo próximo a um pequeno segmento de RNA, que flutuava ao léo, no chamado ‘caldo primordial’ da Terra há cerca de três ou quatro bilhões de anos atrás.

Como somos todos descendentes desta molécula replicante todos compartilhamos uma mesma origem e os mesmos ingredientes básicos que formaram a vida. Assim, quanto mais próximos estivermos na árvore evolutiva, mais semelhantes e mais empáticos seremos. Por esta razão seremos mais sensíveis, teremos maior empatia [4], ao observarmos um mamífero como, por exemplo, um macaco sendo pescado, ao morder um alimento com um anzol, do que, um peixe ou um réptil. Entretanto, nossa empatia será maior para seres de outras espécies se os observarmos como organismos que compartilham parte de nós mesmos do que se os enxergássemos como um outro organismo, totalmente distinto de mim, e que não tem a minha consciência. Esse tipo de atitude para outras espécies pode ser tanto mais radical e egoísta quanto mais o “eu-consciência” dominar a mente humana.

Consciência efêmera

Um genista sabe que sua consciência é efêmera e seus genes não. Após a morte de seu corpo seus genes permanecerão. Isso significa que seu “eu-gene” sobreviverá, de alguma forma, nos indivíduos que permanecerem vivos. Preservar a vida é, portanto, uma forma de preservar a si próprio. O meio-ambiente é onde a vida se manifesta. Se quisermos preservar a nossa imortalidade genética deveremos preservar o lugar onde ela se dará. Assim, no genismo, preservar o meio-ambiente não é apenas um modismo de época, é uma segurança de que preservaremos a nós mesmos, em outros corpos ou organismos.

Para um individualista pode não ter muita importância o destino de seu país num futuro longínquo. Se a Amazônia cairá ou não em mãos estrangeiras, se as indústrias deixarem de ser nacionais ou não. Isso não é importante para ele. Ele não estará mais aqui mesmo se estas coisas acontecerem. Talvez, seja ainda melhor que seu país adote o modelo neoliberal e ele possa então se abarrotar de quinquilharias modernas e baratas. Muito tempo pode se passar até que todas as indústrias quebrem frente à concorrência internacional, ele já não estará mais aqui para saber e já terá usufruído bastante do livre-comércio. Por isso, quanto mais centrado o indivíduo está em seu “eu-consciência”, maior será seu egoísmo, menos preocupado estará com o destino de seu país e mais neoliberal ele será. Dessa forma o nacionalismo, sentimento de proteção à pátria, tende a ser maior nos genistas pois estes sabem que seus genes tenderão a ficar no mesmo país. Proteger o seu país é proteger seu próprio futuro genético.

Pode-se argüir, com certa razão, que não é importante o local onde a felicidade é gerada, se criamos felicidade em nosso país ou não. Assim, se deixarmos de produzir empregos aqui para importarmos de fora estaremos criando emprego lá fora que será sentido por alguém também e assim estaremos, de certa forma, exportando felicidade. Esse argumento é parcialmente verdadeiro, mas peca nos seguintes quesitos: Se a produção externa for feita, por exemplo, de forma mais automatizada que a nossa, então nossos empregos não seriam revertidos em felicidade na mesma proporção que são retirados daqui. E, mais importante do que isso, se, por exemplo, tivermos uma ideologia de que deveremos deixar de ajudar nossos filhos para ajudarmos os filhos do “vizinho”, não obteremos a mesma felicidade do que se ajudarmos os nossos próprios filhos. Isso porque fomos construídos geneticamente para ajudarmos em maior grau nossos próprios genes que estão em maiores proporções nos nossos filhos do que nos filhos do vizinho. Ou seja, o nacionalismo não é apenas uma forma de ajudarmos a nós mesmos no futuro, mas uma forma de aumentarmos a felicidade total do planeta já que a felicidade está atrelada à forma gene-perpetuativa de se agir.

A “Meta-Ética-Científica”

O genismo está atrelado a “Meta-Ética-Científica” (MEC) [5]. A MEC estabelece que sempre se deva agir no sentido de maximizar a felicidade. Ações justas e éticas são aquelas que patrocinam maior felicidade em relação às outras.

A partir deste principio de maximização de felicidade podemos concluir que um desnível muito grande na distribuição de renda deveria ferir a MEC. Para entender isso, pense no seguinte caso hipotético: Um rico empresário gasta dois milhões de dólares num carro esportivo para atender seu desejo de status. Ele para com seu formidável carro num farol onde uma mulher miserável com seu filhinho de colo, que naquela noite irá morrer de frio, pede alguns trocados. Você acha justo que se possa gastar dois milhões de dólares para atender um capricho de consumo enquanto seres humanos, ao seu lado, morrem, literalmente, de necessidades básicas? Se você for um “Guardião da Pirâmide” a resposta será SIM. Caso contrário achará que não tem muito sentido que este tipo de coisa seja possível de acontecer. Um sistema que permite que alguns poucos possam se dar ao luxo de gastar muito para atender a um capricho consumista[6] enquanto muitos morrem de fome, não é um sistema que nós possamos nos orgulhar[7].

Entretanto, sabemos que o homem é um ser competitivo por natureza, quer e precisa se destacar, por isso seria contra a natureza humana colocá-lo em um sistema de produção que nivele todos na base, como se todos fossem iguais. As pessoas são diferentes uma das outras, possuem capacidades diferentes, algumas mais esforçadas, outras mais criativas, outras mais inteligentes, e assim por diante. Obrigar o mais esforçado e criativo a ganhar o mesmo que um preguiçoso também seria injusto. Temos que dar vazão e liberdade e à criatividade humana. Os sistemas que quiseram engessar a todos, como se todos fossem iguais, não deram muito certo: Provocaram sofrimento e frustrações desnecessariamente. Tolheram demais a liberdade e a capacidade criativa humana. Os mais criativos ou esforçados precisam ser recompensados pela sua capacidade ou engenhosidade, além disso, haverá mais dinamismo e produtividade se souberem que poderão usufruir para si e suas famílias pelo menos alguma parte daquilo que batalharam duramente em suas vidas. E, claro, ninguém que quisesse trabalhar poderia ficar sem emprego, que seria um direito fundamental de cidadania.

Referências:

[1] ”Economia Virtual” (http://www.genismo.com/logicatexto21.htm)

[2] ”O Diabinho Azul Jocaxiano” (http://www.genismo.com/religiaotexto32.htm)

[3] ”Os Pilares do Genismo” (http://www.genismo.com/genismotexto2.htm)

[4] ”O Empatismo” (http://www.genismo.com/genismotexto54.htm)

[5] ”A Meta-Ética-Científica” (http://www.genismo.com/metatexto44.htm)

[6] ”O repugnante consumo de alto luxo ” (http://www.genismo.com/memeticatexto21.htm)

[7] ”2% concentram metade da riqueza mundial ” (http://www.genismo.com/memeticatexto22.htm)

[8] ”O Nacionalismo é compatível com o Genismo ” (http://www.genismo.com/genismotexto53.htm)

[9] ”A Navalha de Ocam ” (http://www.genismo.com/logicatexto24.htm)

quarta-feira, 10 de março de 2010

Revolution in Law

Revolution in Law Joao Carlos Holland de Barcellos, Jan/2008 translated by Debora Policastro The Scientific Meta-Ethics advocates that the fairest lawsuits, or ethically correct and fair, are the ones that provide the greatest happiness in the maximum period of time in which this happiness could be evaluated. Likewise, we know that the role of law institutions, that is, the goal of the people who work with law, like lawyers, prosecutors and judges, in short, the judiciary, is to make justice: all the facts must be investigated in order to make the judgment as fair as possible. If by any chance facts and evidence cannot be analyzed and judged, justice can make a mistake. However, it is necessary to expose the truth in order to investigate the facts with strictness. The truth would be composed of a set of facts and evidence that are relevant in the case to be judged. Nevertheless, we know that the lawyers are not formally or legally committed to showing each evidence they might have when they contact their clients, especially if this evidence is against his client’s objectives. Nowadays, there is no formal commitment to Justice that obliges lawyers to show facts and evidence they know of, or that might come to their knowledge and incriminate their clients, even if these facts and evidence are crucial for the verdict. No lawyer will take criminal responsibility if he/she omits evidence that could incriminate his/her client. Such possibility exists and is supported by law: no lawyer can be incriminated for defending a respondent. This ethical and judiciary mistake, as a flaw in Justice, must be corrected. Besides preventing justice from obtaining all possible data for a fair judgment, it promotes criminality, since it enhances the possibility for a criminal to be acquitted by lack of evidence (or evidence consciously omitted). In case there was a change in Law that obliged lawyers to expose all data and evidence they acknowledge, even if they are against their clients, as long as they are relevant to the case, so they could be appreciated by the judge and jury, there would be a more transparent, ethical and fairer lawsuit. In this principle it is necessary that everyone, especially the defenders, exposes the truth even if it can eventually go against the clients. This alteration in justice would also prevent lawyers from working against their nature of justice, for they would not be obliged to defend at any cost, even with moral and emotional harm, their criminal clients. That way lawyers, not being obliged to eventually become “semi-accomplice” of their criminal clients, would be at peace with their consciousness. They would know that their main duty is with justice and, only after that, with their clients. Obviously, the prosecutor, the state department and the police would also have the legal obligation of showing evidence that might pronounce the respondent not guilty, in case they knew any. The prosecutors’ function of incriminating the respondent is not a reason for the other parts to omit evidence that could pronounce the respondent not guilty. This is not a game where the target is to win or to lose: the objective is to make justice, and everyone should be engaged in this, including justice itself, by altering laws that are necessary to reach this goal. This is a proposal so truth and justice can prevail again. Portuguese Version: http://www.genismo.com/metatexto53.htm

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Decreto sobre Direitos Humanos do Governo Federal,Um desabafo.

Decreto sobre Direitos Humanos do Governo Federal,Um desabafo. Por Jocax A imprensa e a midia esta vociferando contra o decreto porque este abala seu poder. Um dos itens do decreto diz: "Elaborar critérios de acompanhamento editorial a fim de criar ranking nacional de veículos de comunicação comprometidos com os princípios de Direitos Humanos, assim como os que cometem violações." É natural que quem esteja no poder nao queira sair de la. Assim como quem tem o poder da midia sobre a opiniao publica tambem nao queira perde-lo ou diminuir tal poder. Quantos ditadores resolveram permanecer no poder depois de experimenta-lo? Com os "donos da midia" tambem nao deve ser diferente, ninguem gosta de perder poder. Hitler sabia bem da forca da propaganda da midia sobre a populacao em geral ao instituir o seu "ministerio da propaganda", pois a opiniao publica é facilmente manipulavel, e quem tem o controle da midia, da formacao da opiniao publica, pode tambem mudar o destino de um pais. Foi o que aconteceu na eleicao de Collor aa presidencia quando disputava a presidencia da republica contra Lula, e às vesperas da eleicao uma certa emissora manipulou os momentos do debate mudando talvez de forma definitiva o destino das eleicoes presidenciais e do país. O que é interessante observar é que o governo -eleito democraticamente - deveria ser o representante natural do povo, e portanto, nada mais natural que o governo verificasse o que alguns orgaos da midia estao patrocinando. A sociedade (representada pelo governo) deveria permitir que "meia duzia" de empresas que mantem o oligopolio dos meios de comunicacao "pintem e bordem" com a opiniao publica? impondo seus pontos de vistas particulares a milhoes de ouvintes, muitos dos quais menores de idade e sem um pingo de instruçao? Os detentores do poder da midia alegam que o governo esta tentando inibir a democracia como se alguem da populacao tivesse realmente o direito de ir a um "Jornal" televisivo de grande audiencia e expor sua opiniao!!! A Opiniao dos donos da imprensa nao eh a opiniao do povo. Essa alegada democracia nao existe! Se a midia quer uma democracia verdadeira deveria abrir seu espaco editorial para que QUALQUER PESSOA do publico em geral pudesse expor seus pontos de vistas, ou entao que o proprio governo ( REPRESENTANTE OFICIAL DA POPULACAO ) expusesse seus pontos de vistas em seu horario nobre, isso sim seria uma verdadeira democracia de opiniao publica e nao vociferar que "meia duzia" de empresas tenham o direito de comandar a opiniao publica a seu bel-prazer como se isso fosse uma democracia de opiniao. O que ocorre na verdade eh que atualmente existe um CARTEL ELITISTA E DITATORIAL da midia que invoca justamente o "anti-democratismo" do decreto para tentar manter seu poder ditatorial elitista de manipulacao da midia. Se a midia fosse realmente democratica cederia seu espaco publico de grande audiencia para quem representa o povo: O governo eleito democraticamente.

domingo, 15 de março de 2009

Individualismo para manter o casamento?

Eh tudo uma grande hipocrisia capitalista. Desculpem, Hoje estou meio revolucionario esquerdista e desabafador ! rsrsr O Fato eh que ficar GARIMPANDO amor onde ja nao existe , como num casamento falido eh perda de tempo. O fato eh que os ideologos que servem ao sistema cambaleante procuram mante-lo a todo custo. Esta reportagem do Flavio, que ja foi meu idolo, mostra apenas como vc se infectar de um meme para manter a "INSTITUICAO FAMILIA" que da base ao capitalismo estavel. O capitalismo precisa de concentracao de renda para manter o poder de consumo de bens de alto valor agregado que mantem as empresas funcionando. Na familia capitalista padrao depois que seus dois filhos crescerao e estao "encaminhados" para ter seus dois filhos casa e carro do ano os instintos dessa familia perdem a razao de se manterem juntos. O q o Flavio ta dizendo eh para SE MANTEREM FISICAMENTE JUNTOS MAS SEPARADOS DE FATO: Cada um fazendo o que gosta sem a cumplicidade da parceria, esse seria o METODO de manterr a familia, ou o que restou dela, COESA e nao por em risco a instituicao familia. Ou seja: propoe um PALIATIVO para os pretendentes ao sarcofago se mantenham unidos mesmo que a custa do resto de felicidade que lhes restariam. Eh uma forma de continuarem zumbis: Mortos-vivos para servirem ao sistema. Nao estou dizendo que a separacao eh necessariamente MELHOR SEMPRE, TALVEZ ateh seja mesmo ! Mas poderia causar uma especie de CAOS social. Mas nao vou me prolongar muito com esse assunto, acho q depois talvez , escreva um artigo sobre isso :-) Ja desabafei ! rsrs Bom domingo a todos []s jocax --------------------------- Como ter um relacionamento duradouro e feliz O psiquiatra Flávio Gikovate dá entrevista exclusiva para a GLOSS e afirma: "O amor não é um parque de diversões" Por: Regina Terraz Foto: Ludovic Caréme ----- PAGINA 01 ----- Em seu livro Uma Nova Visão do Amor, o psiquiatra Flávio Gikovate diz que procurar no ser amado o seu complemento, a sua outra metade, é um perigo para a saúde do relacionamento. “Antigamente um dos pares precisava sempre fazer grandes concessões, porque os casais imaginavam que tinham de fazer tudo juntos”, diz Flávio. “As pessoas estão mais individualistas e aprenderam que a chave de um relacionamento sereno é o respeito pelas diferenças de gosto”. Flávio é formado em medicina pela Universidade de São Paulo (USP) desde 1966 e autor de 25 livros que já venderam mais 600 mil exemplares nos últimos 30 anos. Escreveu durante anos para a Folha de São Paulo e para a Revista Claudia. Toda essa experiência você confere agora em uma entrevista com dicas preciosas para manter um bom relacionamento com o seu amado. Na foto: Esther e Marcello, casados há 57 anos ----- PAGINA 02 ----- A entrevista GLOSS - Baseada na sua experiência como profissional, quais conselhos você daria a quem está pensando em casar agora? O que é importante levar em conta, observar, refletir para ter um relacionamento duradouro e feliz? Flávio Gikovate - O primeiro ingrediente para um relacionamento duradouro reside na escolha do parceiro: quanto maiores as afinidades de gostos e interesses, mas, principalmente, de caráter, melhor. Gente honesta deve se relacionar com gente honesta. Isso é essencial, pois, se a aliança se faz com alguém que mente ou que é mais para egoísta, por exemplo, os problemas ficarão agravados depois do casamento. Outro fator é não ser ingênuo ou otimista: convém pensar que ao casar, todos os problemas e dificuldade pioram, sim! As pessoas se acomodam e mostram mais a sua face negativa. Assim, é preciso que tudo, inclusive o sexo, esteja 100% durante o namoro porque talvez venha a piorar um pouco. Um terceiro conselho: um relacionamento não permanece encaixado e funciona bem automaticamente. Ou seja, é preciso cuidado, atenção com o outro, esforço para que as afinidades e projetos de vida continuem convergentes. Isso não é fácil e exige muita atenção sobre os próprios anseios, os do parceiro e cuidado nas conversas e negociações. Aliás, elas devem existir o tempo todo porque os pontos de vista serão divergentes em muitos aspectos e os diálogos tem que ser respeitosos para serem produtivos. G - O amor de hoje é diferente do amor de antigamente? É importante manter a individualidade? Uma certa renúncia não é inerente ao relacionamento, ou seja, não temos sempre de abrir mão de coisas em prol da relação? FG - Antigamente, as concessões eram grandes porque os casais imaginavam que tinham que fazer tudo juntos. Quase sempre havia um que concedia e o outro, o mais egoísta, que abusava da tolerância do mais generoso. Além disso, a idéia que estava em vigor era a de que ao homem cabia dirigir a vida a dois. Isso não é mais verdade: as moças representam 60% dos estudantes universitários, de modo que em breve estarão mais bem preparadas e ganhando mais que a média dos homens. A independência sexual e financeira da mulher, junto com os avanços tecnológicos de utilização individual (IPod, computador, DVD, etc) tem feito crescer a individualidade das pessoas, o que é uma ótima notícia. Assim, em vez de concessões, que por vezes tem que ocorrer, a chave de um relacionamento sereno é o respeito pelas diferenças, gostos e individualidades. Ou seja, quando se gosta da mesma coisa, se faz junto. Quando um gosta e o outro não, cada um faz o que gosta e se encontram depois. Ambos felizes. Quem faz as concessões acaba se aborrecendo internamente e não raramente arruma uma briga por algum motivo fútil. G - Como resolver interiormente a sensação de desemparo e de insegurança para deixar de depender do parceiro amoroso? FG - Nenhum de nós consegue resolver completamente a sensação de desamparo que nos acompanha desde o nascimento. Por isso mesmo gostamos de ter um parceiro amoroso. Podemos lidar com essa sensação individualmente. Um dos recursos é, por exemplo, manter-se ocupado e entretetido tanto com o trabalho como com leituras, esportes, cinema, amigos, etc. O que tem que ser claro é que o parceiro sentimental não tem que ser o remédio definitivo, único e permanente para o nosso desamparo. O nosso desamparo é problema nosso! O parceiro, quando presente, nos ajuda muito, mas não é sua obrigação nos aliviar o tempo todo das sensações íntimas dolorosas. G - Com o passar dos anos, a maioria dos casais não sente mais aquela paixão avassaladora do início, aquele êxtase. Porque isso acontece? É possível reacender esta chama e manter um relacionamento longo e feliz? FG - É possível, sim, que o amor permaneça igualmente intenso e gratificante por toda a vida. É claro que terá altos e baixos, dependendo do comportamento do parceiro e do nosso estado de alma. O que desaparece é o componente do medo que está associado à paixão: paixão = amor + medo. O medo é relacionado com o risco de ruptura, além do medo da felicidade, condição com a qual acabamos por nos acostumar. Com o casamento, os temores de ruptura diminuem muito e o medo se atenua. Aí, o essencial é não se acomodar e tratar de conservar a riqueza de conversas. A intimidade depende também de um fator essencial: não julgar o parceiro o tempo todo. Existem muitas pessoas que não sabem ouvir a não ser com a idéia de encontrar e apontar os defeitos do outro. Isso é horrível, pois acaba levando o outro a se calar, a omitir tudo aquilo que poderá ser passível de crítica. Com isso, a intimidade se prejudica e, ao longo do anos, pode vir a se romper de modo radical. G - É possível, depois de 30, 40 anos de casamento, ser uma pessoa que ainda provoque interesse no outro? Como não deixar que a rotina mate o relacionamento? Pessoas muito diferentes conseguem manter um relacionamento longo ou é preciso haver compatibilidades? FG - Já afirmei que a harmonia conjugal depende essencialmente das afinidades, principalmente as de caráter. É impossível confiar em um parceiro que mente, que é insincero. Com o tempo isso destrói o eventual encantamento e o amor desaparece. A rotina não perturba o cotidiano a não ser quando ela é muito chata! Rotinas agradáveis, compartilhadas com alegria, são uma dádiva. Não é a rotina que destrói o relacionamento, mas a falta de criatividade de modo que só sobra o cotidiano que é forçosamente repetitivo. Para que as pessoas continuem a ser interessantes para seus parceiros é preciso que elas se reciclem, renovem seu repertório, tenham interesses e se dediquem a eles. O casamento não é chato, chatas são as pessoas que não progridem, que não leem, não assistem a filmes, não acompanham as notícias, não tem nada de novo para dar. Chatas são as pessoas que acham que seus parceiros estão no mundo para entretê-las e não percebem que elas mesmas devem encontrar os meios de fazer a vida agradável. As pessoas esperam do parceiro o que deveriam buscar em si mesmas. Amor é o sentimento que temos por quem nos provoca a adorável sensação de paz e aconchego que neutraliza momentaneamente nosso desamparo. Amor não é entretenimento, não é parque de diversões. Aventuras devem acontecer juntos ou separados, em atividades profissionais, intelectuais, projetos de viagem, etc.