quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Por que o Capitalismo vai terminar?

Por que o Capitalismo vai terminar?

João Carlos Holland de Barcellos ( 2/jan/2012)

"É um absurdo que o‘mercado’ (particulares) possa dispensar um funcionário a seu ‘bel-prazer’. O seuemprego pode lhe ser vital, muitas vezes seria como permitir que o empregador metralhasse a ele e a sua família"(jocax) Resumo: Mostraremos neste artigo como o Capitalismo

consegue prosperar até determinado limite, e as razões de suas crises. Mostraremos também uma prova matemática do porque o sistema capitalista não é estável e que, para sobreviver, precisará sempre conquistar novos mercados ou manter a sociedade cada vez mais endividada. Em ambos os casos o sistema não poderá se estabilizar e isso implica em seu fim.

Introdução

No capitalismo o objetivo é o lucro:

Lucro na sociedade capitalista: O que caracteriza a sociedade capitalista, o seu princípio básico, é a busca do lucro. Não que em outras sociedades não existissem atividades que dessem lucro. Porém, na sociedade capitalista esse aspecto é exacerbado e, por isso, vai determinar as outras facetas do sistema. A busca do lucro máximo é o objetivo de todo capitalista. As suas consequências vão se fazer sentir nas relações entre os homens, na ideologia da sociedade e, até, no comportamento de todos nós. O lucro não tem a finalidade de dar meios para a subsistência do capitalista. Este é apenas um aspecto secundário. O lucro é um fim em si mesmo.” [04]

Ou ainda:

O capitalismo é um sistema econômico em que os meios de produção e distribuição são de propriedade privada e com fins lucrativos; decisões sobre oferta, demanda, preço, distribuição e investimentos não são feitos pelo governo, os lucros são distribuídos para os proprietários que investem em empresas e os salários são pagos aos trabalhadores pelas empresas.” [03]

Desta forma o fim do lucro - o fim da capacidade das empresas de lucrarem - implicará também o fim do capitalismo.

Prova

Vamos agora demonstrar que o capitalismo não é um sistema estável, isto é, não pode continuar existindo indefinidamente no tempo e, portanto, precisará ter um fim.

Consideraremos um conjunto de empresas (“pool”) capitalistas que serão identificadas por um índice “i”. Este índice marca qual das empresas do “pool” estaremos trabalhando. O índice “i” pode variar de 1 até o número total de empresas de nosso “pool”, que pode ser as empresas de uma região, de uma cidade , de um país ou do mundo todo.

Mostraremos depois que quando não houver mais mercados externos, ou não se puder mais comprar através do acúmulo de dívida, o lucro total do “pool” será sempre negativo, o que quebrará a principal pilastra do capitalismo – o lucro- inviabilizando-o. Isso ocorre porque sempre haverá/ão alguma(s) empresas do “pool” em déficit que fecharão as portas diminuindo o número total de empresas do “pool”. E o ciclo se repetirá, agora com um número menor de empresas no “pool”.

Começaremos emprestando alguns conceitos e fórmulas econômicas simples encontradas em muitos livros e sites de economia:

“... A princípio devemos considerar que o lucro de uma empresa é dado pela diferença entre receitas e despesas. As despesas são gastos que são incorridos justamente para que a empresa possa gerar as receitas...” [01] Portanto:

Lucro = Receitas – Despesas (F01) ou Li = Ri - Di

Na fórmula acima “i” indica a “i-ésima” empresa.

De uma maneira simples a fórmula F01 acima diz que o lucro de uma empresa, que é a base do sistema capitalista, nada mais é do que a diferença entre o que se arrecada daquilo que se gasta.

Receita: “Nas empresas privadas a receita corresponde normalmente ao produto de venda de bens ou serviços [02] (chamado no Brasil de faturamento).”[02]

Receita = SOMA[ Vendas ] (F02) ou Ri = SOMA(j)[ Vendasi,j ]

A Fórmula F02 acima representa o conceito de que o que se arrecada é proveniente das vendas de bens ou de serviços da empresa. (O índice “j” da SOMA(j) significa que a soma é feita percorrendo o índice “j” cobrindo todas as vendas da i-ésima empresa do “pool”.)

A receita (como a soma de todas as vendas) pode também- para efeito de análise e sem perda de generalidade - ser decomposta em três parcelas:

Receita = Vendas aos Trabalhadores (comércio) + Vendas às Empresas (como Fornecedores) + Vendas Externas (F03) ou Ri = VTi + VFi + EXTi

Vendas aos trabalhadores” (VT) seriam as vendas feitas aos trabalhadores (em geral no comércio) onde os produtos ou serviços são comprados com o salário recebido das empresas do pool. Vendas às empresas” (VF) seriam as vendas feitas às outras empresas do “pool”– como fornecedora - onde estes produtos/serviços seriam debitadas do custeio das empresas do próprio “pool”.

Vendas Externas” (EXT) seriam todas as demais vendas efetuadas cujo dinheiro utilizado para a sua compra não provenham do salários pagos pelo “pool”, nem no custeio das empresas do “pool”. (por ex. via exportação ou através de empréstimos bancários etc..). Isto é, seriam todas as vendas cujo dinheiro usado na compra não viriam das empresas do “pool”..

Despesa: “Para a Contabilidade, é o gasto necessário para a obtenção de receita”. [05]

Despesa = Salários + Outros_Custos (F04) ou Di = Si + Ci

Nesta fórmula de Despesa (F04), destacamos a “despesa Salário” das demais despesas da empresa (Impostos, gastos com Matéria Prima etc.).

Da equação F01, F03 e F04 podemos derivar:

Li = (VTi + VFi + EXTi ) – ( Si + Ci ) (F05) [Fórmula do Lucro da i-ésima empresa do “pool”]

A equação F05 diz que o Lucro da empresa “i” é composta pelas vendas da empresa “i” subtraído dos salários pagos e seus outros custos.

Pool de Empresas

Em nossa demonstração consideraremos um conjunto (“pool”) de empresas capitalistas baseadas no lucro e iremos numerá-las (indexá-las) por um índice numérico “i”. Desta forma para um “pool” de uma única empresa o índice “i” é sempre 1; para duas empresas “i” varia de 1 até 2, e assim por diante de modo que “i” pode indexar todas as empresas do nosso “pool” que pode abranger todas as empresas do mundo capitalista como um todo.

Dentro do nosso “pool” de empresas podemos ainda somar, na variável “S”, todos os salários pagos pelas empresas de nosso “pool”:

S = SOMA(i)( Si ) (F06) [Soma dos Salários pagos]

E podemos também somar na variável “C” todas as despesas e custos (“fora salário”) que as empresas do pool gastam:

C = SOMA(i)( Ci ) (F07) [Soma dos custos exceto salários]

Da mesma forma podemos somar as parcelas de F03 ( VTi, VFi e EXTi ):

VT = SOMA(i)( VTi ) (F08) [Soma das vendas compradas com salários]

VF = SOMA(i)( VFi ) (F09) [Soma das vendas como fornecedora para outras empresas do “pool”]

EXT = SOMA(i)( EXTi ) (F10) [Soma das vendas com dinheiro proveniente de fora do “pool”]

Sabemos que a parcela paga por todos os trabalhadores do “pool” para, eventualmente, comprarem os produtos da empresa “i” é uma fração “fi“ ( fi<=1) da soma de todos os salários pagos ( variável “S” da fórmula F06), assim, matematicamente, podemos escrever:

VTi = fi * S (F11) [Total das Vendas da i-ésima empresa pagas com salários, fi<=1]

Como a soma de todas as compras feitas com o salário dos empregados do “pool” ( VT ) não pode ser superior ao total dos salários ( S ), escrevemos:

VT <= S (F12) [A soma das vendas compradas com salários do pool é inferior ou igual ao total de salários do pool]

De F08 e F11 derivamos:

SOMA(i)( fi * S) <= S (F13)

De onde concluímos:

SOMA(i)( fi ) <= 1 (F14)

O Lucro total das nossas empresas do “pool” também pode ser acumulada na variável “L” (como sendo a soma do lucro de cada empresa do pool):

L = SOMA(i)( Li ) (F15) [Lucro total do “pool” de empresas é a soma do Lucro de cada empresa do “pool”]

Sabemos também que a soma das vendas das empresas como fornecedoras (VF, da fórmula F09) não pode ser superior ao total das despesas ( C, da fórmula F07 ) de custeio das empresas do “pool”, pois as compras feitas pelas empresas do “pool” são tidas como custos das mesmas:

VF < C (F16) [ O Total de vendas feitas como fornecedoras deve ser inferior a soma das despesas (fora o salário) ]

Vamos agora decompor as vendas da i-ésima empresa como Fornecedora de outras empresas do nosso “pool” (VFi, da fórmula F03), onde as compras são pagas como custeio e não como salários. Assim teremos:

VFi = gi,1 * C+ gi,2 * C + gi,3 * C .... + gi,n * C (F17), ou VFi = SOMA(j)( gi,j ) * C

[onde gi,j é a fração do custeio total do “pool” da j-ésima empresa para pagar a i-ésima empresa que é sua fornecedora. (gi,j <=1) ]

De F09 e F16 podemos derivar:

SOMA(i)( VFi ) <= C (F18) [ A soma de todas as vendas como fornecedora do pool não pode superar o total das despesas de Custeio das empresas do pool ]

De F17 e F18 podemos computar:

SOMA(i)( SOMA(j) ( gi,j * C ) ) < C (F19)

O que nos permite concluir que:

SOMA(i)( SOMA(j)( gi,j) ) <1 F(20)

Podemos substituir em F15 a fórmula F05 e teremos:

L = SOMA(i)( (VTi + VFi + EXTi ) – ( Si + Ci ) ) F21

Substituindo VTi da fórmula F11 e VFi da fórmula F17 obteremos:

L = SOMA(i)( fi * S + SOMA(j)( gi,j * C ) + EXTi – (Si + Ci ) ) (F22)

Podemos reordenar as parcelas:

L = SOMA(i)( fi * S - Si ) + SOMA(i)( Soma(j)(gi,j * C) - Ci ) + SOMA(i)( EXTi ) (F23)

e depois decompor este Lucro em 3 parcelas:

P1 = SOMA(i)( fi * S - Si ) (F24)

P2 = SOMA(i)( Soma(j)(gi,j * C) - Ci ) (F25 )

P3 = SOMA(i)( EXTi ) (F26)

L = P1 + P2 +P3 (F27)

Entretanto:

P1<=0 , pois P1 = SOMA(i)( fi * S ) - SOMA(i)( Si ) = S * ( SOMA(i)( fi ) - 1 )

Como (de F14) : SOMA(i)( fi ) <=1

segue que

P1<=0 (F28)

Mas P2 também não pode ser positivo pois:

P2 = C * ( SOMA(i)( SOMA(j)( gi,j )) – 1 )

Mas de F20 temos que SOMA(i)( SOMA(j)(gi,j ) ) <1 o que implica que

P2<0 (F29)

Portanto, concluímos que a parte positiva do lucro do nosso “pool” de empresas só pode prover da parcela P3 (ver F26 )

Isso implica que o lucro deve ser proveniente de vendas para pessoas e empresas que não estão no “pool” das empresas, isto é com dinheiro proveniente de fontes diferentes das empresas do “pool” e isso implica a necessidade de uma sempre crescente conquista de novos mercados consumidores (que não pertençam ao pool de empresas), ou então através de empréstimos bancários (ou seja, a partir do endividamento crescente).

Podemos concluir também que, sem o endividamento, as empresas capitalistas como um todo, só podem prosperar se houver alguma economia não capitalista das quais ela possa sorver recursos e pagar seus lucros. E este foi precisamente o caso quando surgiu o capitalismo. Ele pode prosperar na globalização como fogo sobre palha, pois haviam relativamente poucas empresas capitalistas e o mercado era global. Mas, como fogo sobre palha, o incêndio não pode perdurar por muito tempo, e o que está restando são apenas cinzas de uma época de prosperidade.

Mas tanto a continua expansão de novos mercados como o crescente endividamento não são economicamente estáveis, pois o mercado não é infinito, e os empréstimos terão que ser pagos um dia. Por esta razão o capitalismo não pode permanecer indefinidamente e, como veremos abaixo, já agoniza, dando sinais de que seu ciclo de vida esteja no fim.

Não é por outra razão que os países industrializados propuseram o chamado “Consenso de Washington” [06]:

é um conjunto de medidas - que se compõe de dez regras básicas - formulado em novembro de 1989 por economistas de instituições financeiras situadas em Washington D.C., como o FMI, o Banco Mundial e o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, fundamentadas num texto do economista John Williamson, do International Institute for Economy, e que se tornou a política oficial do Fundo Monetário Internacional em 1990, quando passou a ser "receitado" para promover o "ajustamento macroeconômico" dos países em desenvolvimento que passavam por dificuldades.”

Que foi o precursor do atual Neoliberalismo econômico:

a partir da década de 1960, passou a significar a doutrina econômica que defende a absoluta liberdade de mercado e uma restrição à intervenção estatal sobre a economia, só devendo esta ocorrer em setores imprescindíveis e ainda assim num grau mínimo (minarquia). É nesse segundo sentido que o termo é mais usado hoje em dia.[2][07]

Tanto o “Consenso de Washington” quanto o famigerado “neoliberalismo” são formas de abrirem o mercado de países que tem economia protegida para que as empresas fortes dos países industrializados consigam novos mercados para prosperarem e aumentarem seus lucros, pois como vimos, fora do endividamento, a única forma do “pool” de empresas de seus países sobreviverem é através da conquista de novos mercados.

Atualmente, com a China entrando nos mercados antes tomados, com produtos baratos e competitivos, é previsível que as grandes empresas abreviem ainda mais rapidamente seu fim, com crises intermináveis, principalmente na Europa e EUA que vemos todos os dias nos jornais.

Sem expansão e sem endividamento

Concluímos que nosso “pool” de empresas não pode ter a soma de seus lucros positiva se não houver uma crescente expansão do mercado consumidor ou um contínuo endividamento.

Vamos supor que todos os mercados já foram globalizados e existam apenas empresas capitalistas no mundo. Nosso “pool” agora é o mundo todo.

A fórmula permanece e, como vimos, sem endividamento, o lucro total delas vai ser continuamente negativo, indicando déficit, mas isso não significa que todas as empresas do pool estejam no vermelho! Mas sim que pelo menos alguma(s) delas deverão estar. Neste caso, estas empresas fecharão as portas e seu mercado consumidor será tomado pelas empresas que ainda restarem.

Este novo mercado -deixado vago pelas empresas que fecharam - funcionaria como uma espécie de ‘novo mercado’ consumidor a ser explorado, e que uma vez retomado, o ciclo se repetirá e novamente haverá redução nos lucros e novas empresas no vermelho terão que fechar suas portas. É como uma canibalização constante e inexorável do regime.

Antes de “morrerem” por falta de lucros, muitas empresas preferem ser “canibalizadas” por outras, processo que é conhecido no meio empresarial por “fusão”, “incorporação” ou ainda “absorção”. Então, um dos indícios claros que o mercado está tomado, e que o capitalismo está no seu fim, seria a diminuição da taxa de abertura de novas empresas e também uma sucessão de “incorporações” e “fusões” de empresas, apontando uma falta de mercado para todas elas.

Crise estrutural

Robert Kurz dizia que o problema do capitalismo era a competição entre as empresas e mostrou como sua espiral kurziana funcionava [08]:

A lógica que demonstra a “ espiral autofágica suicida ”, proposta por Kurz, é deveras simples e elegante:

• Por visar o lucro o capitalismo procura a reduzir todos os custos possíveis.

• A mão de obra é um dos principais itens dos custos de uma organização.

• Para reduzir custos, a mão de obra deve ser minimizada: seja através da automação/mecanização da mão de obra, seja através de técnicas modernas de gerenciamento e gestão que objetivam a redução do quadro de funcionários.

• A redução da folha de pagamentos patrocina um aumento do desemprego.

• O aumento do desemprego faz diminuir a renda média e o próprio mercado consumidor.

• Como o lucro das empresas dependem do poder de compra do mercado (consumidores), com a retração do mercado a concorrência entre as empresas fica ainda mais acirrado.

• Com o aumento da concorrência as organizações são pressionadas a reduzir ainda mais os custos e, entre estes, o custo de mão de obra.

Esta espiral antropofágica, no seu limite, culminaria com as organizações totalmente automatizadas onde um único funcionário, o presidente da empresa, apertaria o botão e toda a produção seria executada.

Só restaria uma pergunta : Quem consumiria? Nesta situação hipotética e bizarra, os únicos compradores seriam os que ainda tem emprego: O presidente da VW compraria uma única geladeira, do Dono da GE, que, por sua vez, compraria um carro da VW.

Nas palavras de Robert Kurz:

Uma economia global limitada a uma minoria sempre mais restrita é incapaz de sobreviver. Se a concorrência globalizada diminui cada vez mais o rendimento da produção industrial e assola numa proporção ascendente a economia das regiões, segue-se logicamente que o capital mundial minimize seu próprio raio de ação. A longo prazo, o capital não poderá insistir na acumulação sobre uma base tão restrita, disperse por todo o mundo, do mesmo modo como não é possível dançar sobre uma tampinha de cerveja.” [09]

Mas, como vimos, a espiral kurziana não é a verdadeira raiz do problema. Ela pode, claro, agravar bastante o quadro, acelerando o processo de perda de lucros. Entretanto, devemos perceber, pela nossa fórmula F23, que a falta de lucros do “pool” das empresas não depende da administração da empresa, não depende de sua competitividade, não depende de lançamento de produtos bons, não depende do salário dos empregados, não depende do preço das mercadorias ou serviços, não depende do custo dos impostos. Não depende de nada disso! É uma falha estrutural do próprio sistema capitalista que sempre irá fazer empresas fecharem suas portas, por falta de lucros, e, antes de fecharem as portas, vão mandar muita gente embora e causar muito sofrimento. As boas medidas administrativas de eficiência e produtividade poderão apenas adiar um pouco mais a morte das empresas, mas não poderá impedi-las para sempre.

Uma única empresa

O leitor pode pensar que no fim último dos processos de absorção, fusão e fechamento das empresas só restaria uma única empresa, sem competidores, e que por tanto poderia sobreviver e lucrar. Mas, mesmo neste caso limite, podemos ver que ela não poderá ter lucros e, portanto, não poderá existir como uma empresa capitalista.

Para vermos isso, vamos colocar nossa F23 e depois reduzi-la para uma única empresa:

L = SOMA(i)( fi * S - Si ) + SOMA(i)( Soma(j)(gi,j * C) - Ci ) + SOMA(i)( EXTi )

No caso de uma única empresa (i=1), toda população empregada trabalharia para esta única empresa que venderia todos os bens e serviços para essa população. Poderemos simplificar algumas parcelas da fórmula:

L = (f1 -1) * S - C1 + EXT1

P1 = (f1-1) * S <= 0

P2= -C1 < 0

P3 = EXT1

A única parcela que pode ser positiva seria EXT1, mas como não há novos mercados, o lucro só poderia vir através do endividamento, o que também seria insustentável.

Referências

[01]Riscos, Rentabilidade e Liquidez

http://www.projetoe.org.br/vteams/teles/tele_02/leitura_01_3.html

Lucro http://pt.wikipedia.org/wiki/Lucro#Lucro_econ.C3.B4mico

Lucro “lucro econômico é, pelo menos na teoria neoclássica, que domina a economia moderna, a diferença entre a receita total da empresa e todos os custos” http://pt.wikipedia.org/wiki/Lucro

[02]Receita (economia)

http://pt.wikipedia.org/wiki/Receita_%28economia%29

[03] Capitalismo

http://pt.wikipedia.org/wiki/Capitalismo

[04] Lucro na sociedade capitalista http://danilogs.sites.uol.com.br/dtlucro.htm

[05] Despesa

http://pt.wikipedia.org/wiki/Despesa

[06] Consenso de Washington

http://pt.wikipedia.org/wiki/Consenso_de_Washington

[07] Neoliberalismo

http://pt.wikipedia.org/wiki/Neoliberalismo

[08] Economia Virtual

http://www.genismo.com/logicatexto21.htm

[09] O Fim da Economia Nacional

http://obeco.planetaclix.pt/rkurz39.htm

domingo, 27 de março de 2011

O Paraíso na Quarta Idade

O Paraíso na Quarta Idade Por: Joao Carlos Holland de Barcellos, mar/2011. Introdução Já faz um bom tempo que venho tentando escrever algo sobre uma ideia que é deveras controversa e que, em alguma época no futuro -como foi e está sendo a eutanásia - deverá causar uma grande polêmica, para depois, como prevejo, ser adotada nos países culturalmente mais avançados. Resolvi retomar a ideia e escrever porque meu pai, já com 82 anos, e recente vítima de um AVC que lhe paralisou o lado direito do corpo, foi recentemente internado. Há muitos anos , ao contrário de minha mãe, ele já não tinha uma vida ativa: basicamente passava o dia a ver TV com algum gato no colo. A ideia , que eu realmente não sei se já existe ou existiu, é a de que pessoas muito idosas, que não sejam ativas e que estão abandonadas em asilos de idosos ou que tenham o cérebro ou parte dele comprometido por alguma doença degenerativa incurável, e ainda que se for do interesse desses idosos, e com seus consentimentos, eles poderiam participar do programa que eu chamei de “Paraíso na Quarta Idade”. O Paraíso na Quarta Idade (PQI) O PQI seria um programa governamental (ou não) que ministraria drogas que causariam prazer nos idosos que não teriam condições de voltarem a ter uma vida normal. Com o consentimento deles, obviamente! As drogas poderiam ser quaisquer daquelas que fornecem prazer como as tradicionais: Morfina, LSD, Cocaína, Crack, Ópio, Heroína, ou as sintéticas, ou então, e preferencialmente, através de uma única substância padrão especialmente produzida, controlada e distribuída por algum órgão governamental (sociedade). A ideia básica é dar prazer a estas pessoas que, já não podendo ter mais prazer com a vida, ganhariam uma nova e gratificante etapa na sua última fase da vida antes da morte. As drogas poderiam ser produzidas e controladas pelo governo (como já fazem com material radioativo e/ou bélico) e ministradas por profissionais da área. Extravios constantes dos lotes produzidos poderiam fazer com que o programa fosse fechado. Perguntas Algumas Perguntas podem ser previamente respondidas: 1-Não seria melhor e mais ético produzir alimentos para os pobres do que investir na produção de drogas para idosos? R: Numa democracia a sociedade deve definir as prioridades e o destino dos recursos públicos. Eventualmente, dependendo da sociedade (do país) a relação custo/benefício pode não compensar e, neste caso, o PQI pode não ser mesmo ser politicamente viável. Entretanto, devemos lembrar que é normal a sociedade (via governo eleito) investir e aplicar os recursos disponíveis em diversas frentes, como, por exemplo, pesquisa espacial, biotecnologia, recapeamento de estradas, construção de parques, viadutos, pontes, reflorestamento, usinas atômicas, hidrelétricas, bolsas de estudos etc.. Mesmo sabendo que tais recursos poderiam ser destinados exclusivamente a resolver graves problemas sociais como, por exemplo: A questão da miséria e da fome, retirada de crianças das ruas, construir clínicas especializadas para tratar viciados de drogas, combater a dengue, construir mais creches, aumentar o policiamento e etc... Ou seja, é natural a diversificação de recursos para combater e prevenir vários problemas da sociedade e não aplicar todos os recursos em alguns poucos programas. Isto ocorre porque a sociedade é estratificada em diversos níveis e o poder governamental deve contemplar a todas as camadas com parte dos recursos. Assim, os muito idosos também deveriam ter direito a uma vida mais digna e feliz, pois também fazem parte da sociedade, e, portanto, parte do orçamento também deveria ser destinado a esta camada social. 2- O “Paraíso na Quarta Idade” não poderia incentivar o consumo de drogas? R: Creio que dependa de como seja feito a introdução deste programa na sociedade. Se o PQI for alardeado como a grande esperança de vida e prazer do ser humano (algo semelhante talvez a uma bela e gorda aposentadoria) isso poderia incentivar o jovem a tentar antecipar seu ‘paraíso’. Entretanto, se o programa for colocado como um remédio, como uma espécie de ‘prozac’ (droga antidepressiva) que os velhinhos teriam direito para serem mais felizes, neste caso, a visão deveria ser outra. Se o programa tiver muito sucesso, ou seja, se os velhinhos começarem a ficar muito felizes com seu novo tratamento, é possível que isso eventualmente estimule o consumo de drogas e isso poderia por em risco o programa. Agora eu deixo uma pergunta ao leitor: -Você leitor, já entrou num asilo para idosos? Você gostaria de, caso chegasse a uma velhice avançada e, eventualmente, fosse largado num asilo para idosos, fazer parte do programa “Paraiso na Quarta Idade? Ou preferiria ficar olhando para as paredes até a morte chegar?

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

THE DECREASING UNIVERSE AND THE END OF THE DARK ENERGY João Carlos Holland de Barcellos, August 12th 2008 translated by: Debora Policastro . I herein write on a new idea about cosmology that seeks to solve the dark energy and dark matter problem by eliminating the need to postulate its existence. . Introduction . The dark energy is a “Ad-Hoc” hypothesis postulated with the only purpose of explaining the apparent fast separation of distant galaxies. The effect observed which indicates a rapid separation is known as “Redshift”. The Redshift of galaxies is currently considered as a Doppler effect of separation. . The new theory I will expose explains the Redshift effect with another hypothesis other than the rapid separation of galaxies. With this new hypothesis, the existence of dark energy and dark matter is no longer necessary. In case this theory is confirmed, these “dark” entities may be abandoned permanently. . How the idea came to me . I was thinking to myself, trying to find a way for the Jocaxian Nothingness (JN) [1] to generate the Aristotelian logic that could explain the apparent ‘logic’ of our universe. I was thinking about what kind of thing the JN would be able to generate in the beginning, but the possibilities were endless… Suppose the JN generates SOMETHING, I thought. This something may or may not have crazy properties, but suppose one of the properties was a restriction to the generation of things inside or outside its limits… While I was day dreaming, all of the SUDDEN I had the idea that the things that are inside the first generated something could decrease in size and the original SOMETHING would remain untouched. . If the thing in its interior could decrease in size, the impression given would be that the initial something would be increasing! An expansion! I therefore abandoned my original problem and began to refine this new idea. . Refining the idea. . In this model of “Decreasing Universe” the atoms and other particles would be decreasing in size in the same proportion space dimensions also decreased. . As the size of our “ruler” would also decrease together with the local space dimensions, we would not notice this decrease locally. The apparent size would be the same since our patterns of measure would decrease in the same proportion of the space dimensions. . We know through general theory of relativity (GTR) that time in a system submitted to a gravitational field passes more slowly than within another system that has no field, or that has a weaker gravitational field. The idea is that the decrease in local space dimensions is caused by the effect of the gravitational field the system is submitted to. That is, black holes would not be special cases of systems in internal collapse. Furthermore, the contraction of the space should also depend on the intensity of the gravitational force. . Theory of Relativity– Equivalence Principle . It is interesting to notice that this idea is very similar, but expanded to 3 dimensions with special relativity, when it claims that the dimension of the system that moves in the direction of the movement suffers a contraction. The faster an object moves the more it will contract itself in the direction of the movement. In the decreasing universe this contraction would be due to gravity and would occur in the 3 space dimensions. . We can intuit the Decreasing Universe from the following premises of the theory of relativity: . 1-A person inside a closed box under acceleration or gravitational field cannot know by any internal measurement that the box is being accelerated or that it is under the influence of a gravitational field.. 2- An object under acceleration increases its velocity. But we know that the highest the speed is the strongest the contraction of this object in the direction of the movement. Putting 1 and 2 together we can intuit that an object in a gravitational field could suffer contraction as an object inside a box being accelerated does! . Light through space . Now, let us think about what would happen to a light emitted by a distant galaxy until it reaches our planet: . Our galaxy, as other distant galaxies, would be in constant contraction. A photon of light emitted by a star of this distant galaxy, after leaving its galaxy, would travel through a long “empty” space, without much gravitational influence, until it finally reaches our galaxy and our planet. During this long course (sometimes billions of years), this photon would suffer little gravitational effect and its frequency would be little affected. However, during this time, our system would continue to decrease and, when the photon finally reached here, we would measure its wavelength with a “ruler” rather diminished in relation to what we had at the time the photon was emitted. So in our measure we would verify that this photon had suffered a Redshift, because we would measure a longest wavelength, and the traditional explanation would be that the redshift was due to the Doppler Effect relative to the speed of separation of the galaxy. . End of the Dark Energy. . The more distant a galaxy is from the observation point, the longer it takes for its light to reach us and the more shrunken our “ruler” would be to measure the photon and then, its wavelength would seem to be longer, what would lead us to think that the speed of separation of the galaxy would be faster. This apparent acceleration of distant galaxies led astronomers to postulate the existence of a “Dark Energy” that would have a repulsive effect, making them stray each time faster. But if the acceleration is due to our own reduction of scale, this dark energy would no longer be necessary, since what makes us notice its accelerated separation is in fact our own space contraction.. . End of the Dark Matter . Suppose we observe a distant galaxy in a rotation movement. The rotation period of the edge of the galaxy is proportional to the square root of the cube of the radius divided by its mass. Mathematically:. . T = k * [( R^3)/M]^(1/2) . Where: T is the period of time to complete a turn, k is a constant, R is the radius, that is, the distance of the centre of the galaxy to its edge, and M is the mass of the galaxy. . When the light of the galaxy reaches us, we will observe the same rotation period; however, we will observe also an apparent increase of the radius R due to the time the image took to reach us, who are in contraction. If the observed radius of the galaxy seems to be increased and the period is the same, it seems that the mass M of the galaxy should be larger. That is, in order to maintain the period T constant, the mass M must seem larger than the observed [3]. For that reason, scientists also postulated the existence of the “dark energy”. This “extra” mass could correct the observation to maintain the rotation period according to the radius of the galaxy. However, with this new hypothesis of the “Decreasing Universe”, the dark energy would not be necessary, since we can correct the radius of the galaxy back to its real value at the time the light was emitted by it. . Summarizing . Summarizing the Theory of the “Decreasing Universe”, we have: . -The universe is not expanding apace. The radius of the universe, however, may be expanding, may be fixed, or may be decreasing. The important is that it is not expanding apace. . - The objects in its interior, as well as its space dimensions, are contracting due to the presence of the gravitational field. . - In our local referential, the apparent expansion of the universe could be explained (at least partially) as due to the contraction of our own referential and its measure patterns. . -The theory of the Decreasing Universe would also explain the redshift: a galaxy at a certain distance from us would emit its light at a certain average frequency F. Another more distant galaxy would emit its light, for instance, with the same frequency, but that light would take longer than the first one galaxy to reach us. However, when this more distant light finally reached us, our measure patter would be smaller and, therefore, we would see this light with a longer wavelength (a smaller frequency) than the first galaxy. That is, we would observe a bigger redshift in the most distant galaxies than in the closest ones, and that would happen even if the galaxies were not straying. . Falsifiability . A fast way to refute the theory is to verify whether the redshift is according to the observed dark mass, that is, if the relaxation of the radius of the galaxies, in the calculation of the period, is compatible with the observed redshift. . Some Numerical Estimation . We will do um rough calculation, and non-relativistic, of the contraction rate of our Earth system depending on the “Redshift” [4] observed. If F0 is the light frequency of a star that strays with speed V from an observer, then the frequency F the observer perceives is given by the following formula non-relativistic (c=speed of light): . F = F0 * (1 – V/c) (1) But if L is the wavelength, F its frequency and c its speed, we have: L * F = c (2) . If L is the wave frequency observed and L0 is the wave frequency at the source, from (1) and (2) we have: . L = L0 / (1 -V/c) (3) . Now, suppose the speed of separation of the galaxy follows the formula of Hubble (where d is the distance between us and the galaxy): . V = H * d (4) Then, from (3) and (4) we have: L = L0 / (1-H*d/c) (5) . Now, in case we detect two wavelengths L1 and L2 from two galaxies separated from Earth in d1 and d2, (d2>d1) that emit light at the same wavelength L0, we can estimate the reduction rate of the dimensions Fx”, by unit of time, at the date in which the measures were taken: . Tx = (L2 – L1)/L1/ T (6) . Tx is the reduction rate by unit of time, L2 and L1 the wavelengths observed and T the extra time light takes from the second galaxy in relation to the first one to reach our planet. The letter Z (redshift) [4] is usually assigned to the factor (L2-L1)/L1: . Z = (L2-L1)/L1 (7) . T = (d2-d1) / c (8) . De (7) e (8) temos: . Tx = Z*c/(d2-d1) (9) . But using (4) and taking the “redshifts” from each galaxy separately: . Z1 = (L1-L)/L e Z2 = (L2-L)/L (10) . We have: . Tx = [(Z2-Z1)/(Z1+1)]*H*c/(V2-V1) (11) . We can take our own galaxy as a pattern and simplify the formula above, since the “redshift” of our own galaxy is zero: . Tx = Z * H * c/V (12) . In distances: . Tx = Z * c / d (13) . Where : . Z is the“redshift” of the galaxy H is the Hubble Constant. d is the distance of the galaxy V is the speed of separation of the galaxy c is the speed of light We will use the formula (13) and the data from the cosmologic chart [5] for galaxy NGC3034 and calculate the current compression rate. For this galaxy: It is important to notice that Z/d must be the constant that reflects the current compression rate of our coordinate system!! Tx = 0,000677 * 3E05 / (2,72 * 3E19) = 2,5E-18/s . At this reduction per second rate, in one million years the compression would be: . Tx * 1 milllion years = 2,5E-18 * 3E13 = 0,007% . If I did not make any mistakes, that is a number too small to be observed. Correlation between dark Matter and Redshift . We will calculate the increase of dark matter needed according to the RedShift (*). This calculation would be useful to refute this theory in case the dark mass expected is not compatible with the redshift of the galaxy. From the equation of the T period (the first one), supposing that the rotation period of the galaxy is the same (T=T'), we have: . R^3/M = R´^3 /M’ (14) . Where: . R is the radius of the real galaxy and M its real mass R’ is its radius observed on Earth (larger) and M’ its total mass observed. . From (14), we can derive: M’ = M (R’/R)^3 (15) If Z is the RedShift of the galaxy, we have: Z = (R’ – R) / R (*) (16) From (15) and (16) we obtain: M’ = M (1 + Z) ^3 (17) If the Dark Matter (Me) is given from Me = M´ - M (18) From (17) e (18), we have: Me = M [ (1+Z)^3 - 1 ] (19) . That is the Dark Matter (Me) according to the RedShift of the galaxy (for distant galaxies). Now, using (5) we have the dark matter in terms of distance from our galaxy: Me = M [1/(1 - H d / c) ^3 -1] (20) . Where : . Me = Mass of the Dark Matter M = Mass expected H = Hubble constant ( 70 km/s/Mparsec ) c = Speed of light (300 000 Km/s) d = distance from Earth to the galaxy This value must be confronted with the observation and then corroborate or refute the theory. (*) We must take the RedShift of galaxies that are very distant, since when it comes to near galaxies, the redshift can be distorted by the gravitational force of our galaxy. This is the case of the Andromeda galaxy, which is coming closer to our galaxy in a faster way than the separation effect caused by the “dark energy”, and that causes its light to present a shift to the blue. Therefore, that galaxy would not be useful to calculate the dark matter. . Portuguese Version: http://stoa.usp.br/mod/forum/forum_view_thread.php?post=41786 . ------------------------------------------------------------------------------------ . References [1] O Nada Jocaxiano: [The Jocaxian Nothingness] http://www.genismo.com/logicatexto23.htm [2] Criação Ex Nihilo [Ex Nihilo Creation] http://www.str.com.br/Scientia/criacao.htm [3] A elusiva matéria escura [The elusive dark matter] http://www.herbario.com.br/data05/2811matesc.htm [4]O Deslocamento para o Vermelho [The Red Shif] http://www.on.br/site_edu_dist_2006/pdf/modulo2/o_deslocamento.pdf [5] O RedShift E a Lei de Hubble [The RedShift and Hubble’s Law] http://www.telescopiosnaescola.pro.br/hubble.pdf

THE DECREASING UNIVERSE AND THE END OF THE DARK ENERGY

THE DECREASING UNIVERSE AND THE END OF THE DARK ENERGY

THE DECREASING UNIVERSE AND THE END OF THE DARK ENERGY . João Carlos Holland de Barcellos, August 12th 2008 translated by: Debora Policastro . I herein write on a new idea about cosmology that seeks to solve the dark energy and dark matter problem by eliminating the need to postulate its existence. . Introduction . The dark energy is a “Ad-Hoc” hypothesis postulated with the only purpose of explaining the apparent fast separation of distant galaxies. The effect observed which indicates a rapid separation is known as “Redshift”. The Redshift of galaxies is currently considered as a Doppler effect of separation. . The new theory I will expose explains the Redshift effect with another hypothesis other than the rapid separation of galaxies. With this new hypothesis, the existence of dark energy and dark matter is no longer necessary. In case this theory is confirmed, these “dark” entities may be abandoned permanently. . How the idea came to me . I was thinking to myself, trying to find a way for the Jocaxian Nothingness (JN) [1] to generate the Aristotelian logic that could explain the apparent ‘logic’ of our universe. I was thinking about what kind of thing the JN would be able to generate in the beginning, but the possibilities were endless… Suppose the JN generates SOMETHING, I thought. This something may or may not have crazy properties, but suppose one of the properties was a restriction to the generation of things inside or outside its limits… While I was day dreaming, all of the SUDDEN I had the idea that the things that are inside the first generated something could decrease in size and the original SOMETHING would remain untouched. . If the thing in its interior could decrease in size, the impression given would be that the initial something would be increasing! An expansion! I therefore abandoned my original problem and began to refine this new idea. . Refining the idea. . In this model of “Decreasing Universe” the atoms and other particles would be decreasing in size in the same proportion space dimensions also decreased. . As the size of our “ruler” would also decrease together with the local space dimensions, we would not notice this decrease locally. The apparent size would be the same since our patterns of measure would decrease in the same proportion of the space dimensions. . We know through general theory of relativity (GTR) that time in a system submitted to a gravitational field passes more slowly than within another system that has no field, or that has a weaker gravitational field. The idea is that the decrease in local space dimensions is caused by the effect of the gravitational field the system is submitted to. That is, black holes would not be special cases of systems in internal collapse. Furthermore, the contraction of the space should also depend on the intensity of the gravitational force. . Theory of Relativity– Equivalence Principle . It is interesting to notice that this idea is very similar, but expanded to 3 dimensions with special relativity, when it claims that the dimension of the system that moves in the direction of the movement suffers a contraction. The faster an object moves the more it will contract itself in the direction of the movement. In the decreasing universe this contraction would be due to gravity and would occur in the 3 space dimensions. . We can intuit the Decreasing Universe from the following premises of the theory of relativity: . 1-A person inside a closed box under acceleration or gravitational field cannot know by any internal measurement that the box is being accelerated or that it is under the influence of a gravitational field.. 2- An object under acceleration increases its velocity. But we know that the highest the speed is the strongest the contraction of this object in the direction of the movement. Putting 1 and 2 together we can intuit that an object in a gravitational field could suffer contraction as an object inside a box being accelerated does! . Light through space . Now, let us think about what would happen to a light emitted by a distant galaxy until it reaches our planet: . Our galaxy, as other distant galaxies, would be in constant contraction. A photon of light emitted by a star of this distant galaxy, after leaving its galaxy, would travel through a long “empty” space, without much gravitational influence, until it finally reaches our galaxy and our planet. During this long course (sometimes billions of years), this photon would suffer little gravitational effect and its frequency would be little affected. However, during this time, our system would continue to decrease and, when the photon finally reached here, we would measure its wavelength with a “ruler” rather diminished in relation to what we had at the time the photon was emitted. So in our measure we would verify that this photon had suffered a Redshift, because we would measure a longest wavelength, and the traditional explanation would be that the redshift was due to the Doppler Effect relative to the speed of separation of the galaxy. . End of the Dark Energy. . The more distant a galaxy is from the observation point, the longer it takes for its light to reach us and the more shrunken our “ruler” would be to measure the photon and then, its wavelength would seem to be longer, what would lead us to think that the speed of separation of the galaxy would be faster. This apparent acceleration of distant galaxies led astronomers to postulate the existence of a “Dark Energy” that would have a repulsive effect, making them stray each time faster. But if the acceleration is due to our own reduction of scale, this dark energy would no longer be necessary, since what makes us notice its accelerated separation is in fact our own space contraction.. . End of the Dark Matter . Suppose we observe a distant galaxy in a rotation movement. The rotation period of the edge of the galaxy is proportional to the square root of the cube of the radius divided by its mass. Mathematically:. . T = k * [( R^3)/M]^(1/2) . Where: T is the period of time to complete a turn, k is a constant, R is the radius, that is, the distance of the centre of the galaxy to its edge, and M is the mass of the galaxy. . When the light of the galaxy reaches us, we will observe the same rotation period; however, we will observe also an apparent increase of the radius R due to the time the image took to reach us, who are in contraction. If the observed radius of the galaxy seems to be increased and the period is the same, it seems that the mass M of the galaxy should be larger. That is, in order to maintain the period T constant, the mass M must seem larger than the observed [3]. For that reason, scientists also postulated the existence of the “dark energy”. This “extra” mass could correct the observation to maintain the rotation period according to the radius of the galaxy. However, with this new hypothesis of the “Decreasing Universe”, the dark energy would not be necessary, since we can correct the radius of the galaxy back to its real value at the time the light was emitted by it. . Summarizing . Summarizing the Theory of the “Decreasing Universe”, we have: . -The universe is not expanding apace. The radius of the universe, however, may be expanding, may be fixed, or may be decreasing. The important is that it is not expanding apace. . - The objects in its interior, as well as its space dimensions, are contracting due to the presence of the gravitational field. . - In our local referential, the apparent expansion of the universe could be explained (at least partially) as due to the contraction of our own referential and its measure patterns. . -The theory of the Decreasing Universe would also explain the redshift: a galaxy at a certain distance from us would emit its light at a certain average frequency F. Another more distant galaxy would emit its light, for instance, with the same frequency, but that light would take longer than the first one galaxy to reach us. However, when this more distant light finally reached us, our measure patter would be smaller and, therefore, we would see this light with a longer wavelength (a smaller frequency) than the first galaxy. That is, we would observe a bigger redshift in the most distant galaxies than in the closest ones, and that would happen even if the galaxies were not straying. . Falsifiability . A fast way to refute the theory is to verify whether the redshift is according to the observed dark mass, that is, if the relaxation of the radius of the galaxies, in the calculation of the period, is compatible with the observed redshift. . Some Numerical Estimation . We will do um rough calculation, and non-relativistic, of the contraction rate of our Earth system depending on the “Redshift” [4] observed. If F0 is the light frequency of a star that strays with speed V from an observer, then the frequency F the observer perceives is given by the following formula non-relativistic (c=speed of light): . F = F0 * (1 – V/c) (1) But if L is the wavelength, F its frequency and c its speed, we have: L * F = c (2) . If L is the wave frequency observed and L0 is the wave frequency at the source, from (1) and (2) we have: . L = L0 / (1 -V/c) (3) . Now, suppose the speed of separation of the galaxy follows the formula of Hubble (where d is the distance between us and the galaxy): . V = H * d (4) Then, from (3) and (4) we have: L = L0 / (1-H*d/c) (5) . Now, in case we detect two wavelengths L1 and L2 from two galaxies separated from Earth in d1 and d2, (d2>d1) that emit light at the same wavelength L0, we can estimate the reduction rate of the dimensions Fx”, by unit of time, at the date in which the measures were taken: . Tx = (L2 – L1)/L1/ T (6) . Tx is the reduction rate by unit of time, L2 and L1 the wavelengths observed and T the extra time light takes from the second galaxy in relation to the first one to reach our planet. The letter Z (redshift) [4] is usually assigned to the factor (L2-L1)/L1: . Z = (L2-L1)/L1 (7) . T = (d2-d1) / c (8) . De (7) e (8) temos: . Tx = Z*c/(d2-d1) (9) . But using (4) and taking the “redshifts” from each galaxy separately: . Z1 = (L1-L)/L e Z2 = (L2-L)/L (10) . We have: . Tx = [(Z2-Z1)/(Z1+1)]*H*c/(V2-V1) (11) . We can take our own galaxy as a pattern and simplify the formula above, since the “redshift” of our own galaxy is zero: . Tx = Z * H * c/V (12) . In distances: . Tx = Z * c / d (13) . Where : . Z is the“redshift” of the galaxy H is the Hubble Constant. d is the distance of the galaxy V is the speed of separation of the galaxy c is the speed of light We will use the formula (13) and the data from the cosmologic chart [5] for galaxy NGC3034 and calculate the current compression rate. For this galaxy: It is important to notice that Z/d must be the constant that reflects the current compression rate of our coordinate system!! Tx = 0,000677 * 3E05 / (2,72 * 3E19) = 2,5E-18/s . At this reduction per second rate, in one million years the compression would be: . Tx * 1 milllion years = 2,5E-18 * 3E13 = 0,007% . If I did not make any mistakes, that is a number too small to be observed. Correlation between dark Matter and Redshift . We will calculate the increase of dark matter needed according to the RedShift (*). This calculation would be useful to refute this theory in case the dark mass expected is not compatible with the redshift of the galaxy. From the equation of the T period (the first one), supposing that the rotation period of the galaxy is the same (T=T'), we have: . R^3/M = R´^3 /M’ (14) . Where: . R is the radius of the real galaxy and M its real mass R’ is its radius observed on Earth (larger) and M’ its total mass observed. . From (14), we can derive: M’ = M (R’/R)^3 (15) If Z is the RedShift of the galaxy, we have: Z = (R’ – R) / R (*) (16) From (15) and (16) we obtain: M’ = M (1 + Z) ^3 (17) If the Dark Matter (Me) is given from Me = M´ - M (18) From (17) e (18), we have: Me = M [ (1+Z)^3 - 1 ] (19) . That is the Dark Matter (Me) according to the RedShift of the galaxy (for distant galaxies). Now, using (5) we have the dark matter in terms of distance from our galaxy: Me = M [1/(1 - H d / c) ^3 -1] (20) . Where : . Me = Mass of the Dark Matter M = Mass expected H = Hubble constant ( 70 km/s/Mparsec ) c = Speed of light (300 000 Km/s) d = distance from Earth to the galaxy This value must be confronted with the observation and then corroborate or refute the theory. (*) We must take the RedShift of galaxies that are very distant, since when it comes to near galaxies, the redshift can be distorted by the gravitational force of our galaxy. This is the case of the Andromeda galaxy, which is coming closer to our galaxy in a faster way than the separation effect caused by the “dark energy”, and that causes its light to present a shift to the blue. Therefore, that galaxy would not be useful to calculate the dark matter. . Portuguese Version: http://stoa.usp.br/mod/forum/forum_view_thread.php?post=41786 . ------------------------------------------------------------------------------------ . References [1] O Nada Jocaxiano: [The Jocaxian Nothingness] http://www.genismo.com/logicatexto23.htm [2] Criação Ex Nihilo [Ex Nihilo Creation] http://www.str.com.br/Scientia/criacao.htm [3] A elusiva matéria escura [The elusive dark matter] http://www.herbario.com.br/data05/2811matesc.htm [4]O Deslocamento para o Vermelho [The Red Shif] http://www.on.br/site_edu_dist_2006/pdf/modulo2/o_deslocamento.pdf [5] O RedShift E a Lei de Hubble [The RedShift and Hubble’s Law] http://www.telescopiosnaescola.pro.br/hubble.pdf

domingo, 19 de setembro de 2010

“É preferível eleger um bandido que um entreguista-neoliberal.”

Por Jocax , Setembro de 2010

Antes de tudo, quero deixar claro que , como todo mundo, sou totalmente CONTRA a corrupção,

o tráfico de influências , o despotismo e todas as mazelas antiéticas que permeiam a política nacional e mundial.

Entretanto, O PIG (“Partido da Imprensa Golpista”) quer nos fazer acreditar que apenas um determinado tipo de “honestidade” ou “ética” deve nortear a votação popular, e que qualquer outro parâmetro de valor deveria ser relegado a um plano secundário.

É claro que a honestidade, a ética-política é um quesito importantíssimo no julgamento que se deve fazer para a escolha de qualquer candidato, mas existe um quesito muito mais importante do que esse: A concepção ideológica do candidato.

A ideologia de quem vai definir os rumos do país é que vai nortear, de fato, o destino da nação. É a partir da ideologia do dirigente maior que dependerá a felicidade da nação. Vejamos alguns exemplos:

1- Mao Tse-Tung - “O Grande Timoneiro” - dirigente chinês 1966-1976 com sua política de revolução proletária, praticamente baniu o ensino superior na China e levou o país à fome, causando a morte de milhões de chineses [1] :

Mao é acusado de com seus programas sociais e políticos, como o Grande Salto Adiante e a Revolução Cultural, causar grave fome e danos a cultura, sociedade e economia da China. Políticas de Mao e os expurgos políticos de 1949-1975, provocaram a morte de 50 a 70 milhões de pessoas” [2]

Se o “grande timoneiro” tivesse apenas roubado alguns bilhões de dólares de seu país, o prejuízo a nação chinesa teria sido muitíssimo menor, mas com sua ideologia de culto ao “trabalho braçal” e a negação da cultura intelectual, apesar de bem intencionado, mergulhou a China daquela época na pobreza e no atraso tecnológico.

2- Adolf Hitler – Hitler foi eleito democraticamente antes de se tornar ditador [10]. Se Hitler tivesse simplesmente roubado vários bilhões de dólares de sua pátria e se tornado o homem mais rico do mundo, ao invés de tentar conquistar o mundo e jogar a Alemanha numa guerra infernal, com dezenas de milhões de mortos. O mundo todo, com certeza, agradeceria.

3-Fernando Henrique Cardoso (FHC) é o nosso exemplo caseiro. Considerado por mim e por muitos como “o pior presidente que o Brasil já teve” [3], FHC é um neoliberal típico. Partidário do “Consenso de Washington” que apregoa a globalização e o neoliberalismo quebrou o Brasil duas vezes levando-o quase à miséria:

Desemprego Recorde, Subemprego em proporções pavorosas, Mendicância, toxicomania, prostituição e outras atitudes desesperadas de gente fraca e sem perspectiva existencial diante da crise interminável que a defesa da moeda forte nos trouxe.” [3]

Um neoliberal, em geral, está comprometido com o "consenso de Washington" que apregoa (entre outras coisas):

Privatização das estatais; Abertura comercial; Redução dos gastos públicos; Desregulamentação (afrouxamento das leis econômicas e trabalhistas); Juros de mercado; Câmbio de mercado; Investimento estrangeiro direto, com eliminação de restrições; Estabilizar privatizar e liberalizar tornou-se o mantra de uma geração de tecnocratas que estavam tendo sua primeira experiência no mundo subdesenvolvido, e dos líderes políticos por eles aconselhados; “[5]”.

Assim, FHC e sua ideologia neoliberal levaram o Brasil à bancarrota, colocando o país na chamada “Década Perdida”:

...o Brasil vivenciou problemas gravíssimos, todos sob os auspícios dos tucanos que, no período, ampliaram o fosso que separa os ricos dos pobres, dilapidaram o patrimônio público nacional alienando-o a interesses multinacionais em troca de rigorosamente nada para o povo brasileiro, promoveram o crescimento do analfabetismo, o fomento... o desmantelamento do parque industrial brasileiro em benefício de empresas e indústrias estrangeiras, conseqüentemente o aumento do desemprego, do desespero, da fome e da miséria...” [4]

Um exemplo hipotético simples pode ilustrar melhor a idéia:

Suponhamos, hipoteticamente, que o pleito seja disputado entre dois participantes:

O primeiro, um político com suspeita de "ladrão", porém, com caráter nacionalista. Seu concorrente, um político com fama de honesto, porém um seguidor do neoliberalismo globalizante. Dentro deste quadro hipotético, qual dos dois deveríamos votar?

Acredito fortemente que nosso voto deveria ir preferencialmente para o político nacionalista (mesmo que com fama de "ladrão") ao invés do pretensamente “honesto” político neoliberal. O risco de prejuízo para a nação seria bem menor que se o eleito fosse o neoliberal, se não vejamos:

Com uma “penada de caneta” (um acordo oficial, feito legalmente) o presidente poderia, por exemplo, vender a Petrobrás (A Vale do Rio doce foi vendida a preço de banana [8]) , ou mesmo vender a AMAZÔNIA ao estrangeiro! (Veja que A Rússia vendeu o Alasca aos EUA, e o Acre foi comprado pelo Brasil da Bolívia e do Peru) , ou então abrir as fronteiras e acabar com o parque industrial nacional gerando (outra vez) milhões de desempregados e famintos, com um prejuízo incalculável, não apenas econômico, mas social sobre o futuro de gerações de brasileiros, que cresceriam sem emprego e sem futuro, agravando a marginalidade e a violência. Tudo isto de forma totalmente legal e “honesta”. Enquanto que seu adversário “bandido”, do nosso exemplo, por sua vez, poderia no decorrer do seu mandato, roubar apenas alguns bilhões de dólares, sem comprometer de forma irreversível o futuro da nação, com um prejuízo muito menor ao país.

O PIG [9], por razões provavelmente ideológicas e elitistas, quer nos fazer acreditar que a pretensa honestidade do candidato deve ser o mais importante parâmetro na escolha do voto. O PIG gosta também de alardear a idéia de que o imposto é a pior praga que recai sobre uma população, mas, obviamente, não dizem que esta é a principal forma de distribuição de renda e recursos dos mais ricos aos mais pobres, sem impostos não haveria recursos para investimentos em infra-estrutura, educação, saneamento, saúde principalmente nos lugares mais pobres e necessitados. O objetivo do PIG parece ser o da TOTAL concentração de renda, semelhante talvez à época medieval, onde os senhores eram detentores de todos os recursos e a população –sem nenhum direito- só poderia sobreviver trabalhando para eles. Nas palavras de Bauman:

“ no cabaré da globalização, o Estado passa por um strip-tease e no final do espetáculo é deixado apenas com as necessidades básicas: seu poder de repressão. Com base material destruída, sua soberania e independência anuladas, sua classe política apagada, a nação-estado torna-se um mero serviço de segurança para mega-empresas”( Bauman, p.74).”[11].

Por esta razão que eu digo:

É preferível eleger um bandido na presidência a um político entreguista-neoliberal” (Jocax)

======================================

Referências:

[1] A revolução cultural de Mão Tse Tung: http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_Cultural_Chinesa

[2] Mão Tse-Tung http://pt.wikipedia.org/wiki/Mao_Tse-tung

[3] Fernando Henrique Cardoso http://www.culturabrasil.pro.br/fhcopior.htm

“”

[4] A “Década Perdida” http://www.culturabrasil.org/decadperd.htm

[5] O “Consenso de Washington”

http://pt.wikipedia.org/wiki/Consenso_de_Washington

[6] O Brasil comprou o Acre

http://www.portalbrasil.net/estados_ac.htm

[7] EUA comprou o Alasca

http://pt.wikipedia.org/wiki/Alasca

[8] A fraude da privatização da Vale do Rio Doce

http://www.pstu.org.br/jornal_materia.asp?id=5977&ida=20

[9] Lula o Analfabeto?

http://groups.yahoo.com/group/Nacionalismo-br/message/445

[10] Adolf Hitler

http://pt.wikipedia.org/wiki/Adolf_Hitler#Ascens.C3.A3o_ao_poder

[11] Nacionalismo e Genismo

http://stoa.usp.br/genismo/forum/42457.html

“É preferível eleger um bandido que um entreguista-neoliberal.”

“É preferível eleger um bandido que um entreguista-neoliberal.” Por Jocax , Setembro de 2010 Antes de tudo, quero deixar claro que , como todo mundo, sou totalmente CONTRA a corrupção, o tráfico de influências , o despotismo e todas as mazelas antiéticas que permeiam a política nacional e mundial. Entretanto, O PIG (“Partido da Imprensa Golpista”) quer nos fazer acreditar que apenas um determinado tipo de “honestidade” ou “ética” deve nortear a votação popular, e que qualquer outro parâmetro de valor deveria ser relegado a um plano secundário. É claro que a honestidade, a ética-política é um quesito importantíssimo no julgamento que se deve fazer para a escolha de qualquer candidato, mas existe um quesito muito mais importante do que esse: A concepção ideológica do candidato. A ideologia de quem vai definir os rumos do país é que vai nortear, de fato, o destino da nação. É a partir da ideologia do dirigente maior que dependerá a felicidade da nação. Vejamos alguns exemplos: 1- Mao Tse-Tung - “O Grande Timoneiro” - dirigente chinês 1966-1976 com sua política de revolução proletária, praticamente baniu o ensino superior na China e levou o país à fome, causando a morte de milhões de chineses [1] : “Mao é acusado de com seus programas sociais e políticos, como o Grande Salto Adiante e a Revolução Cultural, causar grave fome e danos a cultura, sociedade e economia da China. Políticas de Mao e os expurgos políticos de 1949-1975, provocaram a morte de 50 a 70 milhões de pessoas” [2] Se o “grande timoneiro” tivesse apenas roubado alguns bilhões de dólares de seu país, o prejuízo a nação chinesa teria sido muitíssimo menor, mas com sua ideologia de culto ao “trabalho braçal” e a negação da cultura intelectual, apesar de bem intencionado, mergulhou a China daquela época na pobreza e no atraso tecnológico. 2- Adolf Hitler – Hitler foi eleito democraticamente antes de se tornar ditador [10]. Se Hitler tivesse simplesmente roubado vários bilhões de dólares de sua pátria e se tornado o homem mais rico do mundo, ao invés de tentar conquistar o mundo e jogar a Alemanha numa guerra infernal, com dezenas de milhões de mortos. O mundo todo, com certeza, agradeceria. 3-Fernando Henrique Cardoso (FHC) é o nosso exemplo caseiro. Considerado por mim e por muitos como “o pior presidente que o Brasil já teve” [3], FHC é um neoliberal típico. Partidário do “Consenso de Washington” que apregoa a globalização e o neoliberalismo quebrou o Brasil duas vezes levando-o quase à miséria: “Desemprego Recorde, Subemprego em proporções pavorosas, Mendicância, toxicomania, prostituição e outras atitudes desesperadas de gente fraca e sem perspectiva existencial diante da crise interminável que a defesa da moeda forte nos trouxe.” [3] Um neoliberal, em geral, está comprometido com o "consenso de Washington" que apregoa (entre outras coisas): “Privatização das estatais; Abertura comercial; Redução dos gastos públicos; Desregulamentação (afrouxamento das leis econômicas e trabalhistas); Juros de mercado; Câmbio de mercado; Investimento estrangeiro direto, com eliminação de restrições; Estabilizar privatizar e liberalizar tornou-se o mantra de uma geração de tecnocratas que estavam tendo sua primeira experiência no mundo subdesenvolvido, e dos líderes políticos por eles aconselhados; “[5]”. Assim, FHC e sua ideologia neoliberal levaram o Brasil à bancarrota, colocando o país na chamada “Década Perdida”: “...o Brasil vivenciou problemas gravíssimos, todos sob os auspícios dos tucanos que, no período, ampliaram o fosso que separa os ricos dos pobres, dilapidaram o patrimônio público nacional alienando-o a interesses multinacionais em troca de rigorosamente nada para o povo brasileiro, promoveram o crescimento do analfabetismo, o fomento... o desmantelamento do parque industrial brasileiro em benefício de empresas e indústrias estrangeiras, conseqüentemente o aumento do desemprego, do desespero, da fome e da miséria...” [4] Um exemplo hipotético simples pode ilustrar melhor a idéia: Suponhamos, hipoteticamente, que o pleito seja disputado entre dois participantes: O primeiro, um político com suspeita de "ladrão", porém, com caráter nacionalista. Seu concorrente, um político com fama de honesto, porém um seguidor do neoliberalismo globalizante. Dentro deste quadro hipotético, qual dos dois deveríamos votar? Acredito fortemente que nosso voto deveria ir preferencialmente para o político nacionalista (mesmo que com fama de "ladrão") ao invés do pretensamente “honesto” político neoliberal. O risco de prejuízo para a nação seria bem menor que se o eleito fosse o neoliberal, se não vejamos: Com uma “penada de caneta” (um acordo oficial, feito legalmente) o presidente poderia, por exemplo, vender a Petrobrás (A Vale do Rio doce foi vendida a preço de banana [8]) , ou mesmo vender a AMAZÔNIA ao estrangeiro! (Veja que A Rússia vendeu o Alasca aos EUA, e o Acre foi comprado pelo Brasil da Bolívia e do Peru) , ou então abrir as fronteiras e acabar com o parque industrial nacional gerando (outra vez) milhões de desempregados e famintos, com um prejuízo incalculável, não apenas econômico, mas social sobre o futuro de gerações de brasileiros, que cresceriam sem emprego e sem futuro, agravando a marginalidade e a violência. Tudo isto de forma totalmente legal e “honesta”. Enquanto que seu adversário “bandido”, do nosso exemplo, por sua vez, poderia no decorrer do seu mandato, roubar apenas alguns bilhões de dólares, sem comprometer de forma irreversível o futuro da nação, com um prejuízo muito menor ao país. O PIG [9], por razões provavelmente ideológicas e elitistas, quer nos fazer acreditar que a pretensa honestidade do candidato deve ser o mais importante parâmetro na escolha do voto. O PIG gosta também de alardear a idéia de que o imposto é a pior praga que recai sobre uma população, mas, obviamente, não dizem que esta é a principal forma de distribuição de renda e recursos dos mais ricos aos mais pobres, sem impostos não haveria recursos para investimentos em infra-estrutura, educação, saneamento, saúde principalmente nos lugares mais pobres e necessitados. O objetivo do PIG parece ser o da TOTAL concentração de renda, semelhante talvez à época medieval, onde os senhores eram detentores de todos os recursos e a população –sem nenhum direito- só poderia sobreviver trabalhando para eles. Nas palavras de Bauman: ““ no cabaré da globalização, o Estado passa por um strip-tease e no final do espetáculo é deixado apenas com as necessidades básicas: seu poder de repressão. Com base material destruída, sua soberania e independência anuladas, sua classe política apagada, a nação-estado torna-se um mero serviço de segurança para mega-empresas”( Bauman, p.74).”[11]. Por esta razão que eu digo: “É preferível eleger um bandido na presidência a um político entreguista-neoliberal” (Jocax) ====================================== Referências: [1] A revolução cultural de Mão Tse Tung: http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_Cultural_Chinesa [2] Mão Tse-Tung http://pt.wikipedia.org/wiki/Mao_Tse-tung [3] Fernando Henrique Cardoso http://www.culturabrasil.pro.br/fhcopior.htm “” [4] A “Década Perdida” http://www.culturabrasil.org/decadperd.htm [5] O “Consenso de Washington” http://pt.wikipedia.org/wiki/Consenso_de_Washington [6] O Brasil comprou o Acre http://www.portalbrasil.net/estados_ac.htm [7] EUA comprou o Alasca http://pt.wikipedia.org/wiki/Alasca [8] A fraude da privatização da Vale do Rio Doce http://www.pstu.org.br/jornal_materia.asp?id=5977&ida=20 [9] Lula o Analfabeto? http://groups.yahoo.com/group/Nacionalismo-br/message/445 [10] Adolf Hitler http://pt.wikipedia.org/wiki/Adolf_Hitler#Ascens.C3.A3o_ao_poder [11] Nacionalismo e Genismo http://stoa.usp.br/genismo/forum/42457.html